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Bula simplificada

Bula de Bevacizumabe

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

Medicamentos

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Apresentações

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para ABEVMY

Como Bevacizumabe funciona no organismo?

Da bula oficial · ABEVMY

Abevmy® (bevacizumabe) é o nome comercial para bevacizumabe, um anticorpo monoclonal
humanizado que age reduzindo a vascularização de tumores. Sem o suprimento de nutrientes que
chega por meio dos vasos sanguíneos, o crescimento dos tumores e de suas metástases é inibido.
O medicamento começa a agir logo após sua administração.

Como usar Bevacizumabe? Qual a dose?

Da bula oficial · ABEVMY

Câncer de mama metastático (CMM)
A dose recomendada de Abevmy® é de 10 mg/kg de peso corporal administrada a cada duas
semanas ou 15 mg/kg de peso corporal administrada a cada três semanas por infusão intravenosa.
Recomenda-se que o tratamento com Abevmy® seja mantido continuamente até a progressão da
doença de base.
Câncer de células renais metastático e / ou avançado (mRCC)
A dose recomendada de Abevmy® é de 10 mg/kg de peso corporal administrada a cada duas
semanas por infusão intravenosa.
Recomenda-se que o tratamento com Abevmy® seja mantido continuamente até a progressão da
doença de base.
Câncer epitelial de ovário, tuba uterina e peritoneal primário
A dose recomendada de Abevmy® administrada por infusão intravenosa é a seguinte:
Tratamento em primeira linha: 15 mg/kg de peso, uma vez a cada três semanas, em associação a
carboplatina e paclitaxel, por até seis ciclos de tratamento, seguido pelo uso continuado de
Abevmy® em monoterapia, por 15 meses, ou até progressão da doença ou toxicidade inaceitável,
o que ocorrer primeiro.
Tratamento da doença recorrente platino sensível: 15 mg/kg de peso, uma vez a cada três semanas,
em combinação com carboplatina e paclitaxel por 6 ciclos e até 8 ciclos seguido pelo uso
continuado de Abevmy®, em monoterapia, até a progressão da doença.
Alternativamente, 15 mg/kg a cada 3 semanas quando administrado em combinação com
carboplatina e gencitabina, por seis ciclos (até o máximo de dez ciclos), seguidos do uso contínuo
de Abevmy® como agente único até a progressão da doença.
Tratamento da doença recorrente platino resistente: 10 mg/kg de peso, uma vez a cada duas
semanas, em associação a um dos seguintes agentes: paclitaxel e topotecana (administrados
semanalmente) ou doxorrubicina lipossomal peguilada. Como alternativa, 15 mg/kg de peso a
cada três semanas em associação a topotecana administrada nos Dias 1-5, a cada três semanas.
Recomenda-se que o tratamento seja continuado até a progressão da doença ou toxicidade
inaceitável.
Câncer de colo do útero
Abevmy® é administrado em associação a um dos seguintes regimes quimioterápicos: paclitaxel e
cisplatina ou paclitaxel e topotecana.

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A dose recomendada de Abevmy® é 15 mg/kg de peso corporal, administrada uma vez a cada três
semanas por infusão intravenosa.
Recomenda-se que o tratamento com Abevmy® seja mantido continuamente até a progressão da
doença de base.
Instruções de dosagens especiais
Uso pediátrico: vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”
Insuficiência renal ou hepática: vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”
Uso geriátrico: não há recomendações especiais de doses para idosos com idade acima de 65
anos.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Seu médico saberá quando deverá ser aplicada a próxima dose de Abevmy® (bevacizumabe).
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
O perfil de segurança foi conduzido em pacientes com vários tipos de câncer tratados com
Avastin®, predominantemente em combinação com quimioterapia. O perfil de segurança da
população clínica de, aproximadamente, 5.200 pacientes é apresentado neste item.
Os eventos adversos mais graves foram:
• Perfurações gastrintestinais;
• Hemorragia, incluindo hemorragia pulmonar / hemoptise, que é mais comum em pacientes
com câncer de pulmão de não pequenas células;
• Tromboembolismo arterial.
As análises dos dados de segurança clínica sugerem que a ocorrência de hipertensão e proteinúria
durante o tratamento com bevacizumabe (Avastin®) são provavelmente dose dependente. Os
eventos adversos mais frequentemente observados em todos os estudos clínicos de pacientes que
receberam bevacizumabe (Avastin®) foram hipertensão, fadiga (cansaço) ou astenia (fraqueza),
diarreia e dor abdominal.

Quem não deve usar Bevacizumabe?

Da bula oficial · ABEVMY

Não utilize Abevmy® (bevacizumabe) se for alérgico a qualquer componente do produto ou
a outros produtos que contenham substâncias parecidas com bevacizumabe.
Gravidez e amamentação
No período pós-comercialização, foram observados casos de anormalidades em fetos de mulheres
tratadas com bevacizumabe bevacizumabe (Avastin®) isolado ou em combinação com
quimioterápicos embriotóxicos já conhecidos (vide item “Quais os males que este medicamento
pode me causar?”).
Se você for mulher com possibilidade de engravidar, siga rigorosamente as orientações do seu

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médico, para evitar a gravidez durante o tratamento e durante, pelo menos, seis meses depois da
última dose de Abevmy® (bevacizumabe).
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é
excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou
cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação
do bebê.
Não se sabe se bevacizumabe é excretado no leite humano, mas é muito provável que isso ocorra.
Por isso, se você estiver amamentando, precisará interromper o aleitamento durante o tratamento e
até, pelo menos, seis meses depois da última dose de Abevmy® (bevacizumabe).

Quais os cuidados ao usar Bevacizumabe?

Da bula oficial · ABEVMY

Perfurações gastrintestinais e fístula
Pacientes podem estar sob risco aumentado para desenvolvimento de perfuração gastrintestinal e
da vesícula biliar, quando tratados com bevacizumabe. Os pacientes podem ter risco aumentado
para o desenvolvimento de fístula (comunicação anormal entre duas regiões do corpo) entre a
vagina e qualquer parte do trato gastrintestinal, quando tratados com bevacizumabe.
Radiação prévia é um fator de risco para perfuração gastrintestinal e para fístula gastrintestinal-
vaginal nos pacientes tratados com bevacizumabe para câncer de colo do útero persistente,
recorrente ou metastático e todos os pacientes com perfuração gastrintestinal e fístula
gastrintestinal-vaginal apresentaram histórico de radiação prévia.
Fístula não gastrintestinal
Os pacientes podem ter risco aumentado para o desenvolvimento de fístula, quando tratados com
bevacizumabe.
Hemorragia
Pacientes tratados com bevacizumabe apresentam risco aumentado de hemorragia, especialmente
hemorragias associadas ao tumor. O bevacizumabe deve ser suspenso em pacientes que
apresentarem sangramento durante o tratamento com bevacizumabe e, de acordo com o critério
médico será definida sua reintrodução. Hemorragia grave ou fatal, incluindo hemoptise (tosse com
sangue), sangramento gastrointestinal, hemorragia do sistema nervoso central, epistaxe
(sangramento nasal) e sangramento vaginal ocorrem até 5 vezes mais frequentemente em
pacientes recebendo bevacizumabe, em comparação à pacientes recebendo apenas quimioterapia.
Baseando-se em diagnósticos por imagens, sinais ou sintomas, pacientes com metástases no
sistema nervoso central (SNC) não tratadas foram rotineiramente excluídos dos estudos clínicos
com bevacizumabe. Portanto, o risco de hemorragia no SNC em tais pacientes não foi avaliado
durante o tratamento em estudos clínicos em que os pacientes foram selecionados aleatoriamente.
Os pacientes devem ser monitorados em relação aos sinais e sintomas de sangramento no SNC, e
o tratamento com bevacizumabe deve ser interrompido em caso de sangramento intracraniano.
Não existe nenhuma informação sobre o perfil de segurança de bevacizumabe em pacientes com
tendência congênita a hemorragias, alteração adquirida da coagulação ou recebendo dose plena de
anticoagulantes para tratamento de tromboembolismo (formação de coágulo dentro de vaso
sanguíneo, que pode migrar para outras regiões do corpo) antes do início do tratamento com
bevacizumabe, porque pacientes com essas condições foram excluídos dos estudos clínicos.
Portanto, recomenda-se cautela antes de iniciar o tratamento com bevacizumabe nesses pacientes.

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No entanto, pacientes que desenvolveram trombose venosa enquanto tratados com bevacizumabe
não pareceram apresentar incidência aumentada de sangramento, quando tratados com dose plena
de varfarina e bevacizumabe concomitantemente.
Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando
associado a outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.
Infecções oculares graves após uso intravítreo (intraocular) não aprovado (vide item

Quais os efeitos colaterais de Bevacizumabe?

Da bula oficial · ABEVMY

Casos individuais e agrupamentos de eventos adversos oculares graves foram relatados após uso
intraocular não aprovado de bevacizumabe, incluindo endoftalmite infecciosa e outras condições
inflamatórias oculares, algumas levando à cegueira.
Hemorragia pulmonar / hemoptise (expectoração com sangue)
Pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células tratados com bevacizumabe podem ter
risco de apresentar hemorragia pulmonar / hemoptise grave e, em alguns casos, fatal.
Hipertensão (pressão alta)
Hipertensão preexistente deve ser adequadamente controlada antes de iniciar o tratamento com
bevacizumabe. Não existem informações sobre o efeito de bevacizumabe em pacientes com
hipertensão não controlada no início do tratamento com bevacizumabe. O monitoramento da
pressão arterial é recomendável durante o tratamento com bevacizumabe.
Na maioria dos casos, a hipertensão foi adequadamente controlada com terapia anti-hipertensiva
padrão para a situação individual do paciente afetado. O bevacizumabe deve ser permanentemente
interrompido, se a hipertensão não puder ser adequadamente controlada com medicamentos anti-
hipertensivos ou se o paciente desenvolver crise hipertensiva ou encefalopatia hipertensiva
(alterações neurológicas por causa de pressão alta).
Síndrome da Encefalopatia Posterior Reversível (SEPR)
Houve raros relatos de pacientes tratados com bevacizumabe que desenvolveram sinais e sintomas
compatíveis com os da Síndrome da Encefalopatia Posterior Reversível (SEPR), um raro distúrbio
neurológico que pode apresentar, dentre outros, os seguintes sinais e sintomas: convulsões, dor de
cabeça, alteração do nível de consciência, distúrbio visual ou cegueira por alteração do cérebro,
com ou sem hipertensão associada.
Tromboembolismo arterial (formação de coágulo dentro de artéria, que pode migrar para
outras regiões do corpo)
Pacientes que recebem bevacizumabe mais quimioterapia com histórico de tromboembolismo
arterial, diabetes ou idade acima de 65 anos apresentam risco aumentado de desenvolvimento de
tromboembolismo arterial durante o tratamento com bevacizumabe.
Tromboembolismo venoso (formação de coágulo dentro de veia, que pode migrar para
outras regiões do corpo)
Pacientes sob tratamento com bevacizumabe podem estar sob risco de desenvolver
tromboembolismo venoso, incluindo embolia pulmonar (obstrução de vasos sanguíneos do
pulmão por coágulos de sangue).
Insuficiência cardíaca congestiva (quando o coração não consegue bombear sangue
suficiente para as necessidades do organismo)

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Eventos compatíveis com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) foram relatados em estudos
clínicos. Os achados variaram de declínios assintomáticos na fração da ejeção ventricular esquerda
à insuficiência cardíaca congestiva sintomática, exigindo tratamento ou hospitalização.
Deve-se ter cautela ao tratar, com bevacizumabe, pacientes com doença cardiovascular
clinicamente significativa, tais como aqueles que apresentam obstrução ou outras alterações de
artérias do coração ou insuficiência cardíaca congestiva (ICC) preexistente.
A maioria dos pacientes que desenvolveu ICC sofria de câncer de mama metastático e tinha
recebido tratamento prévio com antraciclinas, além de radioterapia prévia na parede do hemitórax
esquerdo ou outros fatores de risco, como doenças preexistentes do coração ou terapia
concomitante cardiotóxica.
Em estudos clínicos, nos pacientes que receberam tratamento com antraciclinas e que não
receberam antraciclinas previamente, não foi observado aumento da incidência de todos os graus
de ICC no grupo antraciclina + bevacizumabe em comparação ao grupo em tratamento somente
com antraciclinas. Eventos de ICC grau 3 ou maior foram um pouco mais frequentes entre os
pacientes que receberam bevacizumabe mais quimioterapia em comparação aos pacientes que
recebem somente quimioterapia. Esse resultado é consistente com os ocorridos em pacientes em
outros estudos de câncer de mama metastático que não receberam tratamento com antraciclinas
concomitantemente.
Neutropenia
Foram observados mais casos de neutropenia (redução do número de neutrófilos, que são glóbulos
brancos e responsáveis principalmente pela defesa do organismo contra as bactérias), com ou sem
febre, e casos de infecção associados à redução de neutrófilos (incluindo alguns óbitos) em
pacientes tratados com alguns regimes de quimioterapia mielotóxicos (tóxicos para a medula
óssea) associados a bevacizumabe que entre os tratados com quimioterapia sem adição de
bevacizumabe.
Cicatrização
O bevacizumabe pode alterar o processo de cicatrização. Foram relatadas graves complicações na
cicatrização com consequências fatais.
Você não deve iniciar o tratamento com bevacizumabe, caso tenha se submetido, nos últimos 28
dias, à cirurgia de grande porte ou se apresenta ferida cirúrgica que não esteja completamente
cicatrizada. Raramente pode ocorrer fasciite necrosante (infecção rara nas camadas profundas da
pele) em pacientes tratados com bevacizumabe. Ela é geralmente secundária a complicações no
processo de cicatrização, perfuração gastrintestinal ou formação de fístula.
Proteinúria (proteínas na urina)
Em estudos clínicos, surgiram mais casos de proteinúria em pacientes que receberam
bevacizumabe em combinação com quimioterapia que nos que receberam apenas quimioterapia.
Em caso de síndrome nefrótica, o tratamento com bevacizumabe deve ser permanentemente
descontinuado.
Reações de hipersensibilidade (reação intensa e inadequada do sistema imunológico),
anafilática e relacionada à infusão
Os pacientes podem ter risco de desenvolver reações à infusão, de hipersensibilidade e anafilático
(incluindo choques anafiláticos). É recomendada observação cuidadosa do paciente durante e após
a administração de bevacizumabe. Caso alguma reação anafilática ocorra, a infusão deve ser
interrompida, e medidas clínicas apropriadas devem ser aplicadas.
Se uma reação relacionada a infusão ocorrer, o tratamento deve ser interrompido temporariamente

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até a resolução dos sintomas. A descontinuação permanente deve acontecer em casos de reação
severa (grau ≥ 3) relacionada à infusão. A pré medicação sistêmica não se aplica.
Insuficiência ovariana / fertilidade
bevacizumabe pode prejudicar a fertilidade feminina. Dessa forma, antes de iniciar o tratamento
com bevacizumabe, estratégias de preservação da fertilidade devem ser discutidas com seu médico
se você tiver potencial de engravidar.
Contracepção
Em mulheres com potencial para engravidar, devem ser utilizadas medidas contraceptivas
adequadas durante o tratamento com bevacizumabe. Com base nas considerações
farmacocinéticas, devem ser utilizadas medidas contraceptivas durante, pelo menos, 6 meses após
a última dose de bevacizumabe.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Uso geriátrico
A idade acima de 65 anos está associada a risco aumentado de problemas vasculares arteriais,
incluindo derrame cerebral e infarto, durante o tratamento com bevacizumabe.
Uso pediátrico
A eficácia e a segurança de bevacizumabe em pacientes pediátricos e adolescentes com idade
abaixo de 18 anos não foram estabelecidas.
Abevmy® (bevacizumabe) não é aprovado para uso em pacientes abaixo de 18 anos. Em relatórios
publicados, foram observados casos de osteonecrose (destruição de tecido ósseo) em outros locais
além da mandíbula, em pacientes abaixo de 18 anos expostos à Abevmy® (bevacizumabe).
Pacientes com funcionamento inadequado do fígado ou dos rins
A eficácia e a segurança de bevacizumabe em pacientes com funcionamento inadequado do fígado
ou rins não foram estudadas.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas
Não foram realizados estudos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. No
entanto, não existe nenhuma evidência de que o tratamento com bevacizumabe resulte em
aumento dos eventos adversos que possam prejudicar a capacidade mental ou levar ao
comprometimento da capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Bevacizumabe interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · ABEVMY

Não houve diferenças clinicamente relevantes nem estatisticamente significantes na depuração de
bevacizumabe em pacientes que receberam bevacizumabe em combinação com alfainterferona 2a,
erlotinibe ou quimioterapias (IFL, 5-FU/LV, carboplatina-paclitaxel, capecitabina, doxorrubicina
ou cisplatina / gencitabina), quando comparado a pacientes que receberam monoterapia de
bevacizumabe.
Resultados de estudos de interação medicamentosa demonstraram que bevacizumabe não altera de
forma significativa a farmacocinética da alfainterferona 2a, erlonitibe (e seu metabólito ativo), do
irinotecano (e seu metabólito), da capecitabina, da oxaliplatina e da cisplatina.
Não foi possível estabelecer uma conclusão sobre o impacto de bevacizumabe na farmacocinética
da gencitabina.

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Combinação de bevacizumabe com maleato de sunitinibe
Em dois estudos clínicos de carcinoma de células renais metastático, foi relatada anemia
hemolítica microangiopática (AHMA) em sete dos 19 pacientes tratados com bevacizumabe (10
mg/kg, a cada duas semanas), em combinação com maleato de sunitinibe (50 mg por dia).
AHMA é uma doença hemolítica que pode se apresentar com fragmentação de glóbulos
vermelhos, anemia e trombocitopenia. Adicionalmente, hipertensão (incluindo crise hipertensiva),
creatinina elevada e sintomas neurológicos foram observados em alguns desses pacientes. Todos
esses achados foram reversíveis com a descontinuação de bevacizumabe e maleato de sunitinibe.
Radioterapia
A segurança e a eficácia da administração concomitante da radioterapia e bevacizumabe não
foram estabelecidas.
Até o momento, não há informações de que bevacizumabe possa causar doping. Em caso de
dúvida, consulte o seu médico.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

Como guardar Bevacizumabe?

Da bula oficial · ABEVMY

MEDICAMENTO?
Antes de aberto, Abevmy® deve ser mantido em refrigerador, em temperaturas de 2 a 8 ºC,
protegido da luz até o momento da utilização. O profissional da saúde saberá como armazenar o
medicamento depois de aberto.
NÃO CONGELAR. NÃO AGITAR.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Abevmy® em seu frasco-ampola original é um líquido estéril incolor ou de coloração levemente
castanho-clara.
Descarte de medicamentos não utilizados e/ ou com data de validade vencida
O descarte de medicamentos no meio ambiente deve ser minimizado. Os medicamentos não
devem ser descartados no esgoto, e o descarte em lixo doméstico deve ser evitado. Utilize o
sistema de coleta local estabelecido, se disponível.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

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Este medicamento é de uso hospitalar e deve ser preparado por um profissional da saúde, de
maneira asséptica (livre de microrganismos), misturado com soro fisiológico para infusão
intravenosa antes de ser administrado.
Este medicamento deve ser aplicado exclusivamente por profissionais treinados e habilitados para
administrá-lo. Seu médico conhece os detalhes da administração e poderá lhe fornecer todas as
informações necessárias.
NECESSÁRIO ADQUIRIR AGULHAS.
Câncer colorretal metastático (CCRm)
Tratamento de primeira linha
Quando administrado em combinação com 5-fluorouracil/leucovorin; 5-fluorouracil/leucovorin e
irinotecano ou 5-fluoracil/leucovorin e oxaliplatina, a dose recomendada de Abevmy® é de 5
mg/kg de peso corporal administrada uma vez a cada 2 semanas, mantido continuamente até a
progressão da doença de base ou até que ocorra a toxicidade inaceitável.
Quando administrado em combinação com capecitabina e oxaliplatina, a dose recomendada de
Abevmy® é de 7,5 mg/kg de peso corporal administrada uma vez a cada 3 semanas, mantido
continuamente até a progressão da doença de base ou até que ocorra a toxicidade inaceitável.
Tratamento de segunda linha sem utilização prévia de bevazicumabe
Quando administrado em combinação com 5-fluorouracil e leucovorin, seguido de 5-fluorouracil
com oxaliplatina, a dose recomendada de Abevmy® é de 10 mg/kg de peso corporal administrada
uma vez a cada 2 semanas ou 15 mg/kg de peso corporal administrada uma vez a cada 3 semanas,
mantido continuamente até a progressão da doença de base ou até que ocorra a toxicidade
inaceitável.
Tratamento de segunda linha com utilização prévia de bevazicumabe
Quando administrado em combinação com fluoropirimidina/irinotecano ou
fluoropirimidina/oxaliplatina, a dose recomendada de Abevmy® é de 5 mg/kg de peso corporal
administrada uma vez a cada 2 semanas ou 7,5 mg/kg de peso corporal administrada uma vez a
cada 3 semanas, nos pacientes previamente tratados com Abevmy® em primeira linha de
tratamento, mantido continuamente até a nova progressão da doença de base ou até que ocorra a
toxicidade inaceitável.
A quimioterapia utilizada no tratamento de segunda linha com utilização prévia de Abevmy® deve
ser diferente daquela utilizada para o tratamento de primeira linha.
Câncer de pulmão de não pequenas células avançado, metastático ou recorrente
Tratamento de primeira linha de câncer de pulmão de não pequenas células em combinação com
quimioterapia à base de platina
Abevmy® é administrado em associação com quimioterapia à base de platina, em até seis ciclos de
tratamento, seguidos de Abevmy® em monoterapia até progressão da doença.
A dose recomendada de Abevmy® quando usado em associação com quimioterapia à base de
cisplatina, é de 7,5 mg/kg de peso corporal, administrada uma vez a cada três semanas, por
infusão intravenosa.
A dose recomendada de Abevmy®, quando usado em associação com quimioterapia à base de
carboplatina, é de 15 mg/kg de peso corporal, administrada uma vez a cada três semanas, por
infusão intravenosa.
Recomenda-se que o tratamento com Abevmy® seja mantido continuamente até a progressão da

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doença de base.
Tratamento de primeira linha de câncer de pulmão de não pequenas células com mutações
ativadoras de EGFR em combinação com erlotinibe
A dose recomendada de Abevmy®, quando usado em associação com erlotinibe, é de 15 mg/kg de
peso corporal administrada uma vez a cada três semanas, por infusão intravenosa.
Recomenda-se que o tratamento de Abevmy® em associação com erlotinibe seja mantido até a
progressão da doença.
Consulte também as informações descritas na bula de erlotinibe quanto à seleção de pacientes e

Medicamentos com Bevacizumabe

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