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Bula simplificada

Bula de Bortezomibe

Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.

Medicamentos

23

Apresentações

23

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Bula oficial em PDF · Paciente

Documento registrado na Anvisa para ELOME

Como Bortezomibe funciona no organismo?

Da bula oficial · ELOME

Elome (bortezomibe) pertence a um grupo de medicamentos denominados citotóxicos, que são usados para matar as células
cancerosas.
A eficácia do seu tratamento deve ser avaliada pelo seu médico através de exame clínico e laboratorial. A maioria dos
pacientes com mieloma múltiplo apresentam resposta em até 1,5 meses após o início de tratamento com este medicamento.

Como usar Bortezomibe? Qual a dose?

Da bula oficial · ELOME

prévio elegíveis a transplante de medula óssea.
bortezomibe
+ Dx
Ciclos 1 a 4
Semana 1 2 3
bortezomibe
(1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11 Período de repouso
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 -
bortezomibe
+ Dx + T
Ciclo 1
Semana 1 2 3 4
bortezomibe
(1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11 Período de
repouso
Período de
repouso
T 50 mg Diariamente
(dias 1 a 7)
Diariamente
(dias 8 a 14) - -
T 100 mga - - Diariamente
(dias 15 a 21)
Diariamente
(dias 22 a 28)
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 - -
Ciclo 2 a 4ᵇ
bortezomibe
(1,3 mg/m2) Dia 1, 4 Dia 8, 11 Período de
repouso
Período de
repouso
T 200 mga Diariamente
(dias 1 a 7)
Diariamente
(dias 8 a 14)
Diariamente
(dias 15 a 21)
Diariamente
(dias 22 a 28)
Dx 40 mg Dia 1, 2, 3, 4 Dia 8, 9, 10, 11 - -
Dx = dexametasona; T = talidomida
ª A dose de talidomida é aumentada para 100 mg a partir da semana 3 do Ciclo 1 apenas se a dose de 50 mg for tolerada e para
200 mg do ciclo 2 em diante se a dose de 100 mg for tolerada.
ᵇ Até 6 ciclos podem ser administrados aos pacientes que atingirem pelo menos uma resposta parcial após 4 ciclos.
A talidomida é uma substância ativa teratogênica humana conhecida, que causa malformações severas de risco à vida. A

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
talidomida é contraindicada durante a gestação e em mulheres férteis, exceto se todas as condições do programa de prevenção
de gestações da talidomida forem atendidas. Os pacientes que recebem este medicamento em combinação com talidomida
deverão aderir ao programa de prevenção de gestações da talidomida. Consulte a bula da talidomida para informações
adicionais.
- Ajustes de dose para pacientes elegíveis a transplante
Para ajustes de dose deste medicamento para neuropatia consulte a Tabela 1.
Adicionalmente, quando este medicamento é administrado em combinação com outros medicamentos quimioterápicos, devem
ser consideradas reduções de dose apropriadas para estes medicamentos no caso de toxicidades, de acordo com as
recomendações nas bulas desses produtos.
Retratamento de mieloma múltiplo
Pacientes que haviam respondido previamente ao tratamento com este medicamento (isolado ou em combinação) e que
apresentaram recaída podem iniciar o retratamento com a última dose tolerada.
Veja regime de dose em “Monoterapia”.
Populações especiais
Função renal comprometida
Não é necessário ajuste da dose deste medicamento em pacientes com insuficiência renal. Uma vez que a diálise pode reduzir
a concentração deste medicamento deve ser administrado após o procedimento de diálise.
Função hepática comprometida

Quem não deve usar Bortezomibe?

Da bula oficial · ELOME

Este medicamento é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao bortezomibe ou manitol.
Este medicamento é contraindicado para a faixa etária pediátrica.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu
médico em caso de suspeita de gravidez.

Quais os cuidados ao usar Bortezomibe?

Da bula oficial · ELOME

O bortezomibe deve ser administrado sob a supervisão de médico com experiência no uso de tratamento antineoplásico.
Ocorreram casos fatais de administração inadvertida bortezomibe pela via intratecal. Este medicamento deve ser
administrado somente pela via intravenosa ou subcutânea.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
Em geral, o perfil de segurança de pacientes tratados com este medicamento em monoterapia foi similar ao observado em
pacientes tratados combinando com melfalano e prednisona.
Neuropatia periférica
O tratamento com bortezomibe causa neuropatia periférica (definida como qualquer forma de lesão, inflamação ou
degeneração dos nervos periféricos) que é mais comumente do tipo sensorial, ou seja, afeta a percepção da dor, do tato ou
das sensações de calor e frio. Os pacientes devem ser monitorados quanto aos sintomas de neuropatia, como sensação de
queimação, hiperestesia (excesso de sensibilidade), hipoestesia (diminuição da sensibilidade), parestesia (sensações
subjetivas, por exemplo, frio, calor, formigamento, pressão, etc.), desconforto, dor ou fraqueza. Pacientes com sintomas
pre-existentes (dormência, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos) e/ou sinais de neuropatia periférica podem
apresentar piora da neuropatia periférica durante o tratamento com este medicamento. Pacientes que apresentarem piora ou
aparecimento de neuropatia periférica podem exigir uma mudança de dose, esquema de tratamento ou via de administração
para subcutânea (SC).
Hipotensão arterial
Eventos de hipotensão (pressão arterial baixa) são observados ao longo do tratamento. Recomenda-se cautela ao tratar
pacientes com história de desmaio, pacientes recebendo medicamentos associados com hipotensão e pacientes desidratados.
Alterações cardíacas
Desenvolvimento súbito ou piora de insuficiência cardíaca têm sido relatados. Pacientes com fatores de risco ou com
doença cardíaca pre-existente devem ser cuidadosamente monitorados.
Alterações da função do fígado (problemas hepáticos)
Têm sido relatados casos raros de falência aguda do fígado em pacientes recebendo medicações concomitantes e com
outros problemas sérios de saúde além do mieloma. Outros eventos adversos relatados incluem aumento das enzimas do
fígado, aumento de bilirrubina e hepatite. Estas alterações podem ser reversíveis com a descontinuação do medicamento.
Problemas pulmonares
Foram relatados casos de doença pulmonar aguda de causa desconhecida em pacientes recebendo tratamento com este
medicamento. Alguns desses eventos foram fatais. Na ocorrência de um evento pulmonar ou na piora de sintomas
pulmonares já existentes, uma rápida avaliação diagnóstica deve ser realizada e os pacientes tratados apropriadamente.
Exames laboratoriais
O resultado do hemograma completo deve ser frequentemente monitorado durante o tratamento com este medicamento.
Trombocitopenia/ Neutropenia
O bortezomibe está associado com trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e neutropenia (redução do
número de neutrófilos, um tipo de célula, no sangue). A contagem de plaquetas deve ser realizada antes de cada dose deste
medicamento. Existem relatos de sangramento gastrintestinal e intracerebral associados com a trombocitopenia induzida
por este medicamento.
Eventos adversos gastrintestinais
O tratamento com este medicamento pode causar náusea, diarreia, constipação e vômito que exigem, algumas vezes, uso de
medicamentos antieméticos e antidiarreicos. A reposição de líquidos e sais deve ser realizada para evitar a desidratação.
Uma vez que alguns pacientes em tratamento com este medicamento podem apresentar vômito e/ou diarreia, os pacientes
devem ser orientados sobre como proceder para evitar a desidratação. Os pacientes devem ser instruídos para procurar o
médico se apresentarem sintomas de vertigem, tontura ou desmaios.
Síndrome da lise tumoral
Uma vez que este medicamento é um agente citotóxico e pode matar células malignas rapidamente, podem ocorrer
complicações da síndrome da lise tumoral (complicações metabólicas que podem ocorrer após o tratamento de um câncer).
Os pacientes sob risco de síndrome da lise tumoral são aqueles com carga tumoral alta antes do tratamento. Estes pacientes
devem ser acompanhados de perto e as precauções apropriadas devem ser tomadas.
Pacientes com insuficiência hepática
O bortezomibe é metabolizado pelas enzimas do fígado e sua concentração é aumentada em pacientes com insuficiência
hepática moderada ou grave. Esses pacientes devem ser tratados com doses iniciais reduzidas deste medicamento e
monitorados com relação à toxicidade.

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
Síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR)
Foram relatados casos de síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR) em pacientes recebendo este
medicamento. SEPR é um distúrbio neurológico raro, reversível, que pode se apresentar com convulsões, hipertensão, dor
de cabeça, sonolência confusão mental, cegueira, entre outros distúrbios visuais e neurológicos. Exames de imagem do
cérebro são usados para confirmar o diagnóstico. Em pacientes com SEPR em desenvolvimento, este medicamento deve
ser descontinuado.
Carcinogênese, mutagênese e toxicologia reprodutiva
O bortezomibe demonstrou atividade clastogênica (causadora de aberrações cromossômicas estruturais) em teste in vitro de
aberrações cromossômicas usando células de ovário de hamster Chinês.
O bortezomibe pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.
Gravidez e amamentação
Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez durante o tratamento com bortezomibe.
As pacientes devem ser orientadas sobre o uso de medidas contraceptivas eficazes e para evitar a amamentação durante o
tratamento com este medicamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu
médico em caso de suspeita de gravidez.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois pode ser excretado no leite
humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas
para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Contracepção em homens e mulheres
Devido ao potencial genotóxico do bortezomibe, mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contraceptivos eficazes
durante o tratamento e continuar usando por 8 meses após o término, devendo evitar engravidar nesse período; homens
tratados com bortezomibe devem utilizar métodos contraceptivos eficazes e evitar gerar filhos durante o tratamento e por 5
meses após o término.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Uma vez que este medicamento pode estar associado à fadiga, tontura, síncope (desmaio), hipotensão postural (queda da
pressão arterial ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé), diplopia (visão dupla) ou visão turva, você não deve
dirigir veículos ou operar máquinas.

Quais os efeitos colaterais de Bortezomibe?

Da bula oficial · ELOME

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas), anemia, neutropenia
(diminuição do número de neutrófilos).
Distúrbios oftalmológicos: visão turva.
Distúrbios gastrintestinais: constipação, diarreia, náusea, vômito, dor gastrintestinal e abdominal, dispepsia (desconforto na
região do estômago).

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
Distúrbios gerais e condições no local de administração: astenia (fraqueza muscular), fraqueza, fadiga, pirexia (febre),
rigidez, edema de extremidades inferiores.
Infecções e infestações: infecção do trato respiratório superior, inferior e pulmões, nasofaringite, herpes zoster.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: redução do apetite e anorexia, desidratação.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo: dor nos membros, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas
articulações).
Distúrbios do sistema nervoso: neuropatia periférica (dor e/ou formigamento nas extremidades), parestesia e disestesia
(enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos), tontura (excluindo vertigem), dor de cabeça, disgeusia
(distorção ou diminuição do paladar).
Distúrbios psiquiátricos: ansiedade, insônia.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: tosse, dispneia (falta de ar).
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: erupção cutânea que pode ser prurítico, eritematoso (lesões de pele que podem
gerar coceira ou vermelhidão).
Distúrbios vasculares: hipotensão (pressão arterial baixa).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: leucopenia (diminuição de leucócitos), linfopenia (diminuição do número de
linfócitos), pancitopenia (diminuição de todas células do sangue).
Distúrbios cardíacos: taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), fibrilação atrial (alteração do ritmo cardíaco),
palpitações, desenvolvimento agudo ou exacerbação de insuficiência cardíaca, incluindo insuficiência cardíaca crônica,
edema pulmonar.
Distúrbios oftalmológicos: infecção e irritação conjuntiva.
Distúrbios gastrintestinais: dor faringolaríngea, refluxo gastrintestinal, eructação, distensão abdominal, estomatite e
ulceração na boca, disfagia (dificuldade de deglutição), hemorragia gastrintestinal (trato superior e inferior) e retal.
Distúrbios gerais e condições no local de administração: letargia (sonolência), mal-estar, neuralgia (dor nos nervos sem
estímulo), dor no peito.
Infecções e infestações: pneumonia, herpes simples, bronquite, sinusite, faringite, candidíase oral, infecção do trato
urinário, infecção relacionada ao cateter, sepse e bacteremia, gastroenterite.
Lesão, envenenamento e complicações do procedimento: complicações relacionadas ao catéter.
Investigações: aumento da ALT (alanina aminotransferase) e AST (alanina aspartatotransferase), aumento da fosfatase
alcalina, aumento da GGT (gama-glutamiltransferase).
Distúrbios metabólicos e nutricionais: hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue), hipoglicemia (diminuição do açúcar
no sangue), hiponatremia (diminuição do sódio no sangue).
Distúrbios do sistema nervoso: polineuropatia, síncope (desmaio).
Distúrbios renais e urinários: insuficiência ou falência renal, hematúria (presença de sangue na urina).
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: epistaxe (sangramento nasal), dispneia do exercício, derrame pleural
(acúmulo de líquido ao redor do pulmão), rinorreia (descarga nasal).
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: urticária (coceira com vermelhidão).
Distúrbios vasculares: hipotensão postural (queda da pressão arterial ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé),
petéquias (ponto vermelho no corpo causado por pequena hemorragia no vaso sanguíneo).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue e do sistema linfático: neutropenia febril (paciente com febre e diminuição de neutrófilos).
Distúrbios cardíacos: arritmias (alteração do ritmo cardíaco), choque cardiogênico, aparecimento de redução da fração de
ejeção do ventrículo esquerdo, “Flutter” atrial (alteração do ritmo cardíaco), Bradicardia (diminuição dos batimentos
cardíacos).
Distúrbios do ouvido e labirinto: audição prejudicada.
Distúrbios gastrintestinais: ulceração da língua, ânsia de vômito, hemametese (vômito com sangue), petéquias na mucosa
oral (pontos vermelhos na mucosa da boca), íleo paralítico (parada dos movimentos intestinais).
Distúrbios gerais e condições no local de administração: irritação e dor no local de administração, flebite (inflamação das
veias) no local de administração.
Distúrbios do fígado e sistema biliar: aumento da bilirrubina, testes de função hepática anormais, hepatite.
Distúrbios do sistema imunológico: hipersensibilidade (alergia) ao medicamento.
Infecções e infestações: neuralgia pós-herpética.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: síndrome da lise tumoral.
Distúrbios do sistema nervos: convulsões, perda da consciência, ageusia (falta de paladar).
Distúrbios renais e urinários: dificuldade de micção.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: hemoptise (tosse com sangue).
Distúrbios vasculares: hemorragia cerebral.

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Experiência pós-comercialização
Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados
anteriormente.

Bortezomibe interage com outros medicamentos?

Da bula oficial · ELOME

Pacientes devem ser monitorados quando ocorrer administração concomitante deste medicamento com potentes inibidores
das enzimas do CYP3A4 (como por exemplo: cetoconazol e ritonavir). O uso concomitante deste medicamento com
indutores potentes das enzimas do CYP3A4 como por exemplo rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e Erva-
de-São-João) não é recomendado, já que a eficácia deste medicamento pode ser reduzida. Pacientes que estão recebendo
esse tipo de tratamento com bortezomibe devem ser monitorados de perto no que se refere a sinais de toxicidade ou eficácia
reduzida.
Pacientes em tratamento com agentes antidiabéticos orais e que recebem deste medicamento podem necessitar de
monitoramento da glicemia e ajuste da dose da medicação antidiabética.
Informe seu médico se você estiver usando outros medicamentos como amiodarona, antivirais, isoniazida, nitrofurantoína,
estatinas ou medicamentos que possam diminuir a pressão arterial.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Como guardar Bortezomibe?

Da bula oficial · ELOME

Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da luz.
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É SENSÍVEL A LUZ E SÓ DEVE SER RETIRADO DA CAIXA
IMEDIATAMENTE ANTES DO USO
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

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Após reconstituição, a solução resultante deve ser límpida e incolor. O medicamento reconstituído pode ser administrado
em até 12 horas após o preparo se estiver a uma temperatura de 15°C a 30°C.
A solução reconstituída pode ser armazenada por até 12 horas no frasco original, podendo permanecer em uma seringa por
até 3 horas se estiver a uma temperatura de 15°C a 30°C.
Após preparo, manter por até 12 horas no frasco original ou por até 3 horas na seringa, a uma temperatura de 15°C
a 30°C.
As condições informadas para o armazenamento das soluções diluídas garantem somente os aspectos físico químicos das
preparações. Do ponto de vista microbiológico elas devem ser utilizadas imediatamente e só poderão ser armazenadas
conforme condições descritas, se forem manipuladas com técnicas assépticas controladas e validadas. A garantia das
condições assépticas é de inteira responsabilidade do profissional de saúde/instituição.
Características do produto:
Antes da reconstituição: pó liófilo branco a quase branco.
Após reconstituição: solução límpida e incolor.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Recomenda-se uma agulha de 26G (13 x 0,45 mm) para administração subcutânea de Elome (bortezomibe).
Recomenda-se uma agulha de 16G (40 x 1,2 mm) para administração intravenosa de Elome (bortezomibe).
Elome (bortezomibe) pode ser administrado pelas vias intravenosa ou subcutânea.
Para as diferentes vias de administração, diferentes volumes de solução de cloreto de sódio 0,9% são utilizados para
reconstituir o medicamento. Após a reconstituição, a concentração de bortezomibe por mililitro (mL) de solução para a
administração subcutânea (2,5 mg/mL) é maior que a concentração para a administração intravenosa (1,0 mg/mL).
Como cada via de administração tem diferentes concentrações da solução reconstituída, deve-se ter cuidado ao calcular
o volume a ser administrado.
O rótulo de Elome (bortezomibe) 3,5 mg contém informações de uso para assinalar e sinalizar a via de administração a ser
utilizada, com a finalidade de alertar o profissional de saúde quanto à correta via de administração.
O conteúdo de cada frasco-ampola de Elome (bortezomibe) deve ser reconstituído apenas com solução salina normal (0,9%),
de acordo com as seguintes instruções baseadas na via de administração:
IV SC
Volume de diluente (solução salina –
0,9%) adicionado para reconstituir um
frasco-ampola
3,5 mL 1,4 mL
Concentração final após reconstituição
(mg/mL)
1,0 mg/mL 2,5 mg/mL
Elome (bortezomibe) é administrado por injeção intravenosa (na veia) ou subcutânea, sob a supervisão de médico com
experiência no uso de medicamentos citotóxicos.
Quando administrado em injeção intravenosa, este medicamento é injetado em bolus (3-5 segundos), através de cateter
intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.
Para administração subcutânea, a solução reconstituída é injetada na coxa (direita ou esquerda) ou abdome (esquerdo ou
direito). Os locais de injeção devem ser alternados para injeções sucessivas. Novas injeções devem ser administradas a, pelo
menos, 2,5 cm do local anterior, e nunca em áreas em que o local esteja sensível, ferido, vermelho ou rígido.
Se ocorrerem reações no local da injeção após a administração subcutânea deste medicamento, uma solução menos
concentrada do medicamento (1 mg/mL ao invés de 2,5 mg/mL) pode ser administrada por via subcutânea, ou alterada para
injeção intravenosa.
Como cada via de administração apresenta diferente concentração da solução reconstituída, deve-se ter cuidado no momento

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de calcular o volume a ser administrado.
Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as administrações consecutivas de Elome (bortezomibe).
Ocorreram casos fatais de administração inadvertida deste medicamento pela via intratecal. Elome (bortezomibe) deve ser
administrado somente pela via intravenosa e subcutânea.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.
O retratamento com este medicamento pode ser considerado para pacientes com mieloma múltiplo que haviam respondido
previamente ao tratamento com este medicamento.
O período mínimo entre o tratamento anterior e o início do retratamento é de 6 meses. Qualquer paciente que responde ao
primeiro tratamento com este medicamento (resposta completa ou parcial) é elegível ao retratamento. Pacientes refratários ao
primeiro tratamento com o medicamento não são elegíveis. A decisão de tratar é baseada na presença de sintomas e não é
baseada na progressão dos sinais.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa
o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Dose
• Monoterapia
Mieloma Múltiplo recidivado
Dose Recomendada
A dose recomendada deste medicamento é de 1,3 mg/m2/dose administrada 2 vezes por semana durante 2 semanas (dias 1, 4, 8
e 11), seguido por um período de repouso de 10 dias (Dias 12 a 21).
Este período de 3 semanas é considerado como um ciclo de tratamento. Para extensão do tratamento além de 8 ciclos, este
medicamento pode ser administrado no esquema padrão ou no esquema de manutenção de uma vez por semana por 4 semanas
(Dias 1, 8, 15 e 22), seguido por um período de repouso de 13 dias (Dias 23 a 35).
Deve ser observado intervalo de pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas deste medicamento.
Em estudos clínicos, pacientes com resposta completa (CR) confirmada receberam 2 ciclos adicionais deste medicamento.
Recomenda-se que pacientes que respondem ao bortezomibe recebam até 8 ciclos de tratamento.
Modificação da dose e reinício do tratamento
O tratamento com bortezomibe deve ser interrompido ao início de qualquer evidência de toxicidade não hematológica de Grau
3 ou hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia. Após a remissão dos sintomas de toxicidade, o tratamento com
bortezomibe pode ser reiniciado com dose 25% menor (1,3 mg/m2/dose reduzida para 1,0 mg/m2/dose; 1,0 mg/m2/dose
reduzida para 0,7 mg/m2/dose). A Tabela 1 a seguir contém a recomendação para modificação da dose em pacientes que
apresentarem dor neuropática e/ou neuropatia sensorial periférica relacionada ao medicamento. Neuropatia autonômica severa
resultando na interrupção ou descontinuação do tratamento foi reportada. Pacientes com neuropatia grave preexistente devem
ser tratados com este medicamento somente após avaliação cuidadosa do risco-benefício.
Tabela 1: recomendação para modificação da dose de bortezomibe na presença de dor neuropática e/ou neuropatia
periférica sensorial ou motora relacionada ao tratamento.
Gravidade dos sinais e sintomas de neuropatia
periféricaª
Modificação do esquema posológico
Grau 1 (assintomática, perda dos reflexos tendinosos
profundos ou parestesia) sem dor ou perda de atividade
Nenhuma ação
Grau 1 com dor ou Grau 2 [sintomas moderados, limitando as
atividades instrumentais da vida diária (AVD)] ᵇ
Reduzir a dose de bortezomibe para 1,0 mg/m2 ou alterar o
esquema de tratamento para 1,3 mg/m2 uma vez por semana.
Grau 2 com dor ou Grau 3 (sintomas graves, limitando as
AVD de autocuidadoᶜ)
Interromper o tratamento com bortezomibe até a remissão da
toxicidade. Depois, reiniciar o tratamento com dose reduzida
deste medicamento (0,7 mg/m2) uma vez por semana.
Grau 4 (consequências que ameaçam a vida do paciente;
indicada intervenção urgente)
Descontinuar o tratamento com este medicamento.
a Classificação baseada no NCI Common Toxicity Criteria CTCAE v 4.0.
b AVD instrumentais: Refere-se a preparar refeições, comprar mantimentos ou roupas, usar o telefone, administrar o dinheiro
etc.
c AVD de autocuidados: refere-se a tomar banho, vestir e despir-se, alimentar-se, usar o banheiro, tomar medicamentos e não
estar acamado.

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
Obs.: A redução da dose deste medicamento, é recomendada quando da ocorrência de dor neuropática e/ou neuropatia
sensorial periférica relacionada ao tratamento, pode levar à redução da eficácia do tratamento.
• Terapia combinada
Mieloma múltiplo não tratado previamente - Pacientes não elegíveis a transplante de células-tronco
Dose recomendada em combinação com melfalana e prednisona
O bortezomibe para injeção é administrado em combinação com melfalana e prednisona, por 9 ciclos de 6 semanas de
tratamento. Nos Ciclos 1 a 4, este medicamento é administrado 2 (duas) vezes por semana (Dias 1, 4, 8, 11, 22, 25, 29 e 32).
Nos Ciclos 5 a 9, este medicamento é administrado uma vez por semana (Dias 1, 8, 22 e 29).
Tabela 2: regime de dose recomendada para este medicamento quando usado em combinação com melfalana e
prednisona para pacientes sem tratamento anterior para mieloma múltiplo e não elegíveis a transplante de medula
óssea.
bortezomibe 2x (duas vezes) por semana (Ciclos 1 a 4)
Semana 1 2 3 4 5 6
bortezomibe
(1,3 mg/m2)
Dia Dia
1 -- -- 4
Dia Dia
8 11
período de
descanso
Dia Dia
22 25
Dia Dia
29 32
período de
descanso
Mel (9 mg/m2)
Pred (60 mg/m2)
Dia Dia Dia Dia
1 2 3 4 -- -- período de
descanso -- -- -- -- período de
descanso
bortezomibe 1x (uma vez) por semana (Ciclos 5 a 9)
Semana 1 2 3 4 5 6
bortezomibe
(1,3 mg/m2)
Dia
1 -- -- --
Dia
8
período de
descanso
Dia
22
Dia
29
período de
descanso
Mel (9 mg/m2)
Pred (60 mg/m2)
Dia Dia Dia Dia
1 2 3 4 -- período de
descanso -- -- período de
descanso
Mel = melfalana, Pred = prednisona
Guia de manuseio de dose para terapia combinada com melfalana e prednisona
Modificação de dose e reinício quando este medicamento é administrado em combinação com melfalana e prednisona.
Antes de iniciar um novo ciclo de terapia:
 Contagem de plaquetas deve ser ≥ 70 x 109/L e a contagem absoluta de neutrófilos deve ser ≥ 1,0 x 109/L.
 Toxicidade não-hematológica deve ser resolvida até Grau 1 ou condição basal.
Tabela 3: modificação de dose durante os ciclos subsequentes:
Toxicidade Modificação de dose ou impedimento
Toxicidade hematológica durante um ciclo:
▪ Caso seja observada no ciclo anterior neutropenia ou
trombocitopenia Grau 4 prolongada ou trombocitopenia
com sangramento
Considerar redução de 25% da dose de melfalana no
próximo ciclo.
• Caso a contagem de plaquetas ≤ 30 x 109/L ou contagem
absoluta de neutrófilos ≤ 0,75 x 109/L observada no dia de
dose de bortezomibe (exceto Dia 1)
O bortezomibe deve ser interrompido.
• Se muitas doses de bortezomibe forem descontinuadas no
mesmo ciclo (≥ 3 doses durante a administração de duas
vezes por semana ou ≥ 2 doses durante a administração
semanal)
A dose de bortezomibe deve ser reduzida para um nível
abaixo da dose (de 1,3 mg/m2 a 1 mg/m2, ou de 1 mg/m2
para 0,7 mg/m2).
Toxicidade não-hematológica ≥ Grau 3
Terapia com bortezomide deve ser descontinuada até que
os sintomas de toxicidade tenham sido resolvidos até Grau
1 ou condição basal. Então, bortezomibe pode ser
reiniciado com uma redução de nível de dose (de 1,3
mg/m2 para 1 mg/m2, ou de 1 mg/m2 para 0,7 mg/m2).
Para dor neuropática e/ou neuropatia periférica
relacionadas a bortezomibe, manter e/ou modificar o
tratamento conforme Tabela 1.

Elome (bortezomibe)_po liof sol inj_VP_V01
Para informação adicional relacionada a melfalana e prednisona, veja informações de bula do fabricante.
Para os ajustes da dose de Elome (bortezomibe) deverão ser seguidas as diretrizes de modificação da dose descritas em relação
à monoterapia.
Dose recomendada para pacientes que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a transplante de medula
óssea
- Terapia combinada com dexametasona
O bortezomibe é administrado por injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de superfície
corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período de repouso de 10 dias
nos Dias 12 a 21. Este período de 3 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São administrados quatro ciclos de
tratamento com este medicamento. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas deste medicamento.
A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 do ciclo de tratamento
com este medicamento.
- Terapia combinada com dexametasona e talidomida
O bortezomibe é administrado através de injeção intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de
superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período de repouso de
17 dias nos Dias 12 a 28. Este período de 4 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São administrados quatro ciclos de
tratamento com este medicamento. Recomenda-se que os pacientes com pelo menos resposta parcial recebam 2 ciclos
adicionais. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas deste medicamento.
A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 dos ciclos de tratamento
com este medicamento.
A talidomida é administrada por via oral na dose de 50 mg por dia nos Dias 1 a 14 e, se tolerado, a dose é aumentada para 100
mg nos dias 15 a 28, e posteriormente pode ser aumentada para 200 mg por dia.

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