Bula simplificada
Bula de Citrato de fentanila
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para citrato de fentanila
Como Citrato de fentanila funciona no organismo?
Da bula oficial · citrato de fentanila
O citrato de fentanila é um analgésico opioide que se caracteriza pelas seguintes propriedades:
rápida ação, curta duração e elevada potência (100 vezes maior do que a da morfina).
A duração de ação comum do efeito analgésico é de aproximadamente 30 minutos após dose
única intravenosa (IV) de até 100mcg. A profundidade da analgesia está relacionada à dose e
pode ser ajustada de acordo com o nível da dor do procedimento cirúrgico.
Como usar Citrato de fentanila? Qual a dose?
Da bula oficial · citrato de fentanila
incluir a idade, peso corporal, estado físico, condição patológica concomitante, uso de outros
fármacos, tipo de anestesia a ser utilizada e o procedimento cirúrgico envolvido.
1. Pré-medicação
50 a 100mcg (0,05 a 0,1mg) (1 a 2mL) podem ser administrados por via intramuscular 30 a 60
minutos antes da cirurgia.
2. Componente de anestesia geral
Dose baixa
2mcg/kg (0,002mg/kg) (0,04mL/kg). O citrato de fentanila em dose baixa é especialmente útil
para procedimentos cirúrgicos com dor de baixa intensidade. Além da analgesia durante a
cirurgia, citrato de fentanila pode também proporcionar alívio da dor no período pós-operatório
imediato.
Manutenção
Raramente são necessárias doses adicionais de citrato de fentanila nestes procedimentos com dor
de baixa intensidade.
Dose moderada
2 a 20mcg/kg (0,002 a 0,02mg/kg) (0,04 a 0,4mL/kg). Quando a cirurgia é de maior duração e a
intensidade da dor moderada, tornam-se necessárias doses mais altas. Com esta dose, além de
analgesia adequada, se obtém uma abolição parcial do trauma cirúrgico. A depressão respiratória
observada com estas doses torna necessária a utilização de respiração assistida ou controlada.
Manutenção
25 a 100mcg/kg (0,025 a 0,1mg) (0,5 a 2mL) podem ser administrados por via intravenosa ou
intramuscular quando movimentos ou alterações nos sinais vitais indiquem resposta reflexa ao
trauma cirúrgico ou superficialização da analgesia.
Dose elevada
20 a 50mcg/kg (0,02 a 0,05mg/kg) (0,4 a 1mL/kg). Durante a cirurgia cardíaca e certos
procedimentos ortopédicos e neurocirúrgicos em que a cirurgia é mais prolongada, e, na opinião
do anestesista, a resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico pode prejudicar o estado
geral do paciente, recomendando-se doses de 20 a 50mcg (0,02 a 0,05mg/kg) (0,4 a 1mL/kg) com
protóxido de nitrogênio e oxigênio. Tais doses têm demonstrado atenuar a resposta endócrino-
metabólica ao trauma cirúrgico, definida pelo aumento dos níveis circulantes de hormônio do
crescimento, catecolaminas, hormônio antidiurético e prolactina.
Quando doses dentro desses limites são usadas durante a cirurgia, é necessária ventilação pós-
operatória em virtude de depressão respiratória prolongada.
O principal objetivo dessa técnica será produzir "anestesia livre do trauma cirúrgico".
Manutenção
As doses de manutenção podem variar de um mínimo de 25mcg (0,025mg) (0,5mL) até metade
da dose utilizada inicialmente, dependendo das alterações dos sinais vitais que indiquem trauma
cirúrgico e superficialização da analgesia. Porém, a dose de manutenção deverá ser
individualizada, principalmente se o tempo estimado para o término da cirurgia é curto.
3. Como anestésico geral
Quando a atenuação da resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico é especialmente
importante, doses de 50 a 100mcg/kg (0,05 a 0,1mg/kg) (1 a 2mL/kg) podem ser administradas
com oxigênio e um relaxante muscular. Esta técnica tem demonstrado proporcionar anestesia sem
o uso de agentes anestésicos adicionais. Tal técnica tem sido utilizada para cirurgia cardíaca a céu
aberto e outras cirurgias de longa duração em pacientes nos quais está indicada uma proteção do
miocárdio ao excesso de consumo de oxigênio. Esta técnica está indicada também para certas
cirurgias neurológicas e ortopédicas difíceis. Com certas doses, tornam-se necessários ventilação
pós-operatória, bem como pessoal e equipamentos adequados para seu controle.
4. Anestesia regional
Administração Epidural
1,5mcg/kg podem ser administrados por esta via. Quando se necessita de uma complementação
da anestesia regional, doses de 50 a 100mcg (0,05 a 0,1mg) (1 a 2mL) podem ser administradas
por via IM ou intravenosa lenta.
5. No pós-operatório (sala de recuperação)
50 a 100mcg (0,05 a 0,1mg) (1 a 2mL) podem ser administrados para o controle da dor, por via
intramuscular. A dose pode ser repetida após 1 a 2 horas, se necessário. Quando se opta pela via
epidural, deve-se administrar 100mcg (0,1mg ou 2mL). Essa quantidade de 2mL deve ser diluída
em 8mL de solução salina a 0,9%, resultando em uma concentração final de 10mcg/mL. Doses
adicionais podem ser aplicadas se houver evidências de diminuição do grau de analgesia.
Populações especiais
Pacientes pediátricos
Para indução e manutenção em crianças de 2 a 12 anos de idade, recomenda-se uma dose
reduzida de 20 a 30mcg (0,02 a 0,03mg) (0,4 a 0,6mL) a cada 10 a 12kg de peso corporal.
Pacientes idosos e debilitados
Assim como com o uso de outros opioides, a dose inicial deve ser reduzida em pacientes idosos
(>65 anos de idade) e em pacientes debilitados. Deve-se levar em consideração o efeito da dose
inicial para a determinação de doses suplementares.
Pacientes obesos
Quem não deve usar Citrato de fentanila?
Da bula oficial · citrato de fentanila
O citrato de fentanila é contraindicado em pacientes com intolerância a qualquer um de seus
componentes ou a outros opioides.
Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos.
Quais os cuidados ao usar Citrato de fentanila?
Da bula oficial · citrato de fentanila
Advertências e precauções
Depressão respiratória
Assim como com outros opioides potentes, a depressão respiratória está relacionada à dose e
pode ser revertida pelo uso de um antagonista opioide específico; contudo, doses adicionais
podem ser necessárias uma vez que a depressão respiratória pode ser mais duradoura que a ação
do antagonista opioide. A analgesia profunda está acompanhada por depressão respiratória
marcante, que pode persistir ou recorrer durante o período pós-operatório. Portanto, os pacientes
sob efeito de citrato de fentanila devem receber acompanhamento médico adequado, devendo-se
contar com equipamento para ressuscitação e antagonista opioide à disposição. A hiperventilação
durante a anestesia pode alterar a resposta do paciente ao CO2, afetando, então, a respiração no
pós-operatório.
No período pós-operatório, quando houver necessidade de analgésicos com atividade opioide,
deve-se ter em mente a dose total de fentanila já administrada. Como o efeito depressor
respiratório de citrato de fentanila pode se prolongar além da duração de seu efeito analgésico, as
doses de analgésicos opioides devem ser reduzidas a 1/4 ou 1/3 das habitualmente recomendadas.
Risco de uso concomitante de depressores do sistema nervoso central (SNC), especialmente
benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados
O uso concomitante de citrato de fentanila e depressores do SNC, especialmente
benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados em pacientes com respiração espontânea, pode
aumentar o risco de sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte. Se for tomada a
decisão de administrar citrato de fentanila concomitantemente com um depressor do SNC,
especialmente um benzodiazepínico ou um medicamento relacionado, deve ser administrada a
menor dose eficaz de ambos os medicamentos, durante o período mais curto de utilização
concomitante. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto aos sinais e sintomas
de depressão respiratória e sedação profunda.
Dependência de drogas e potencial para abuso
Tolerância, dependência física e dependência psicológica podem se desenvolver com a
administração repetida de opioides. Os riscos aumentam em pacientes com histórico pessoal ou
familiar de abuso de substâncias (incluindo abuso ou dependência de drogas ou álcool) ou doença
mental (por exemplo, depressão grave). Portanto, é possível que uma dose maior de citrato de
fentanila seja necessária para produzir o mesmo resultado.
Dependência física pode resultar em sintomas agudos de abstinência após descontinuação abrupta
ou redução significativa na dosagem de opioides.
O uso abusivo de fentanila pode ocorrer de forma semelhante a outros agonistas opioides. O
Quais os efeitos colaterais de Citrato de fentanila?
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Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Dados de estudos clínicos
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este
medicamento):
Distúrbios Gastrintestinais: náusea, vômitos.
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: rigidez muscular (que também pode
envolver os músculos torácicos).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Distúrbios do Sistema Nervoso: sedação, tontura, discinesia (diminuição ou extinção dos
movimentos voluntários).
Distúrbios Oculares: distúrbios visuais.
Distúrbios Cardíacos: bradicardia (batimento cardíaco lento), taquicardia (batimento cardíaco
rápido), arritmia (batimento cardíaco irregular).
Distúrbios Vasculares: hipotensão, hipertensão, dor na veia.
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais: apneia (parada temporária da respiração),
broncoespasmo, laringoespasmo.
Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo: dermatite alérgica.
Lesão, Envenenamento e Complicações do Procedimento: confusão pós-operatória,
complicação neurológica anestésica.
Citrato de fentanila interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · citrato de fentanila
Efeito dos outros medicamentos sobre o citrato de fentanila
Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC)
O emprego concomitante de citrato de fentanila com outros depressores do sistema nervoso
central (por exemplo: barbitúricos, benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados,
neurolépticos, outros opioides ou agentes anestésicos gerais e bebidas alcoólicas) proporcionará
efeitos aditivos ou potencializadores. Quando os pacientes receberem esses depressores do SNC,
a dose de citrato de fentanila necessária pode ser menor do que a usual. O uso concomitante com
citrato de fentanila em pacientes com respiração espontânea pode aumentar o risco de depressão
respiratória, sedação profunda, coma e morte (vide “ O que devo saber antes de usar este
medicamento? ’’).
Inibidores do citocromo P450 3A4 (CYP3A4)
A fentanila, um fármaco de alta depuração, é rápida e extensivamente metabolizada
principalmente pelo CYP3A4. Quando citrato de fentanila é usado, a utilização concomitante de
um inibidor da CYP3A4 pode resultar em uma diminuição da depuração de fentanila. Com a
administração de uma dose única de citrato de fentanila, pode-se prolongar o período de risco
para depressão respiratória, o que pode exigir cuidados especiais do paciente e observação mais
prolongada. Com a administração de doses múltiplas de citrato de fentanila, o risco de depressão
respiratória aguda e/ou retardada pode estar aumentado, podendo ser necessária uma redução da
dose de citrato de fentanila para evitar o acúmulo de fentanila. O ritonavir oral (um inibidor
potente da CYP3A4) reduziu em dois terços a depuração de uma dose única de citrato de
fentanila por via intravenosa, embora as concentrações plasmáticas máximas de fentanila não
fossem afetadas. Contudo, o itraconazol (outro inibidor potente da CYP3A4) 200 mg/dia,
administrado por via oral durante 4 dias, não apresentou efeito significativo na farmacocinética
de dose única de citrato de fentanila por via intravenosa. A administração concomitante de outros
inibidores potentes ou menos potentes da CYP3A4, tais como voriconazol ou fluconazol, e
fentanila pode também resultar em uma exposição aumentada e/ou prolongada da fentanila.
Inibidores da monoaminoxidase (IMAOs)
Geralmente é recomendado descontinuar os IMAOs 2 semanas antes de qualquer procedimento
cirúrgico ou anestésico. No entanto, vários relatos descrevem o uso sem intercorrências de citrato
de fentanila durante procedimentos cirúrgicos ou anestésicos em pacientes em uso de IMAOs.
Medicamentos serotoninérgicos
A coadministração de fentanila com um agente serotoninérgico, como um inibidor seletivo da
recaptação da serotonina (ISRS), um inibidor da recaptação da serotonina e norepinefrina (IRSN)
ou um inibidor da monoaminoxidase (IMAO), pode aumentar o risco de síndrome
serotoninérgica, uma condição com potencial de ameaça à vida.
Efeito do citrato de fentanila sobre outros medicamentos
Após a administração do citrato de fentanila, a dose dos outros medicamentos depressores do
SNC deve ser reduzida. Isto é particularmente importante após uma cirurgia, pois a analgesia
profunda é acompanhada por uma depressão respiratória acentuada, que pode persistir ou
reaparecer no pós-operatório. A administração de um depressor do SNC, tal como os
benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados, durante esse período, pode aumentar
desproporcionalmente o risco de depressão respiratória (vide “O que devo saber antes de usar
este medicamento? ”).
A depuração plasmática total e o volume de distribuição do etomidato são reduzidos por um fator
de 2 a 3 sem alteração da meia-vida quando administrado com fentanila. A administração
simultânea de citrato de fentanila e midazolam intravenoso resulta em aumento da meia-vida
plasmática terminal e redução da depuração plasmática do midazolam. Quando esses
medicamentos são administrados concomitantemente ao citrato de fentanila, pode ser necessário
reduzir a sua dose.
Este medicamento contém 37,53mg de sódio/ampola. Se você faz dieta de restrição de sal
(sódio) ou toma medicamento para controlar a pressão arterial, consulte o médico antes de
usar este medicamento.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
O que fazer em caso de superdose de Citrato de fentanila?
Da bula oficial · citrato de fentanila
morte. Mesmo pessoas sob risco aumentado de abuso de opiáceos podem ser adequadamente
tratadas com citrato de fentanila.
Síndrome de abstinência neonatal
Caso mulheres utilizem opioides cronicamente durante a gravidez, há risco de seus bebês recém-
nascidos apresentarem a síndrome de abstinência neonatal (vide “Gravidez”).
Rigidez muscular
O citrato de fentanila pode causar rigidez muscular, comprometendo particularmente os músculos
torácicos e, durante a indução da anestesia, pode também atingir os movimentos musculares
esqueléticos de vários grupos nas extremidades, pescoço e globo ocular. Estes efeitos estão
relacionados com a dose e a velocidade de injeção e a incidência pode ser evitada através das
seguintes medidas: injeção IV lenta (geralmente suficiente para doses menores), uso de
benzodiazepínicos na pré-medicação ou uso de relaxantes neuromusculares.
Podem ocorrer movimentos mioclônicos não epilépticos.
Uma vez instalada a rigidez muscular, a respiração, contudo, deverá ser assistida ou controlada.
Deve-se ter em mente que o emprego dos agentes bloqueadores neuromusculares deve ser
compatível com o estado cardiovascular do paciente.
O citrato de fentanila pode também originar outros sinais e sintomas característicos dos
analgésicos opioides, incluindo euforia, miose, bradicardia e broncoconstrição.
Doença cardíaca
Bradicardia e possivelmente parada cardíaca podem ocorrer se o paciente recebeu uma
quantidade insuficiente de anticolinérgico ou quando citrato de fentanila é combinado com
relaxantes musculares não vagolíticos. A bradicardia pode ser tratada com atropina.
O citrato de fentanila pode provocar bradicardia, que, embora seja revertida pela atropina,
implica o seu uso com cautela em pacientes portadores de bradiarritmia. Opioides podem induzir
hipotensão, especialmente em pacientes hipovolêmicos; portanto, devem ser tomadas medidas
apropriadas para manter a pressão arterial estável.
Condições especiais de administração
O uso de opioides injetáveis em bolus deve ser evitado em pacientes com comprometimento
intracerebral. Em tais pacientes, a diminuição transitória na pressão arterial média tem sido
esporadicamente acompanhada por uma redução de curta duração na pressão de perfusão
cerebral.
O citrato de fentanila deve ser administrado com cautela, particularmente em pacientes com
maior risco de depressão respiratória como aqueles em estado de coma por trauma craniano ou
tumor cerebral. Nestes pacientes, a redução transiente da pressão arterial média tem sido,
ocasionalmente, acompanhada por uma redução breve na pressão de perfusão cerebral.
Pacientes em terapia crônica com opioides ou com história de abusos de opioides podem
necessitar de doses maiores de citrato de fentanila.
A dose de citrato de fentanila deve ser reduzida em pacientes idosos e debilitados, de acordo com
cada caso. O citrato de fentanila é recomendado para o uso em anestesiologia, não devendo ser
empregado a não ser em centros cirúrgicos equipados com aparelhagem adequada e com
antídotos indicados.
Opioides devem ser titulados com cuidado em pacientes que apresentarem qualquer uma das
seguintes condições: doença pulmonar, capacidade respiratória reduzida, insuficiência hepática
ou renal, hipotireoidismo não controlado e alcoolismo. Tais pacientes também necessitam de
monitoramento pós-operatório prolongado.
O citrato de fentanila deve ser usado com cautela nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva
crônica ou outras patologias que diminuem a capacidade respiratória. Durante a anestesia, isso
pode ser solucionado por meio de respiração assistida ou controlada.
Deve-se levar em consideração que a depressão respiratória provocada pelo citrato de fentanila
pode ser mais prolongada do que a duração do efeito do antagonista opioide empregado,
devendo-se, portanto, manter cuidado médico adequado.
Quando aplicado na técnica de neuroleptoanalgesia, associado ao droperidol, e eventualmente
complementado pelo protóxido de nitrogênio, curarizantes ou outros agentes, é desaconselhável a
administração simultânea de outros neurolépticos ou analgésicos morfínicos. Quando utilizado no
trabalho de parto com feto vivo, existe a possibilidade de atravessar a barreira placentária e
causar depressão do centro respiratório do feto, razão pela qual seu uso deve ser feito com
cautela, por anestesistas com experiência nessa técnica. Não se deve ultrapassar a dose
recomendada a fim de evitar possível depressão respiratória e hipertonia muscular. Tem sido
relatada a possibilidade de que o protóxido de nitrogênio provoque depressão cardiovascular
quando administrado com altas doses de citrato de fentanila. Quando usado como suplemento da
anestesia regional, o anestesista deve ter em mente que esse tipo de anestesia pode provocar
depressão respiratória por bloqueio dos nervos intercostais, depressão essa que pode ser
potencializada pelo citrato de fentanila utilizado em associação com tranquilizante como o
droperidol. Quando tal combinação é usada, há uma incidência maior de hipotensão que deve ser
controlada com medidas adequadas, incluindo, se necessário, o uso de agentes pressores que não
sejam a adrenalina.
Interação com neurolépticos
Se o citrato de fentanila for administrado com um neuroléptico, o médico deve estar familiarizado
com as propriedades específicas de cada fármaco, particularmente a diferença na duração da
ação. Quando tal combinação for utilizada, existe uma maior incidência de hipotensão.
Os neurolépticos podem induzir o aparecimento de sintomas extrapiramidais que podem ser
controlados por agentes antiparkinsonianos.
Síndrome serotoninérgica
Recomenda-se cautela quando o citrato de fentanila for coadministrado com outros
medicamentos que afetam os sistemas neurotransmissores serotoninérgicos.
O desenvolvimento de uma síndrome serotoninérgica com potencial de ameaça à vida pode
ocorrer com o uso concomitante de medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores
seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores da recaptação da serotonina e
norepinefrina (IRSNs), e com medicamentos que comprometem o metabolismo da serotonina
[incluindo inibidores da monoaminoxidase (IMAOs)]. Isso pode ocorrer com a dose
recomendada.
A síndrome serotoninérgica pode incluir mudanças no estado mental (por exemplo, agitação,
alucinações, coma), instabilidade autonômica (por exemplo, taquicardia, pressão arterial instável,
hipertermia), anormalidades neuromusculares (por exemplo, hiper-reflexia, falta de coordenação,
rigidez), e/ou sintomas gastrintestinais (por exemplo, náusea, vômito, diarreia).
Seu médico deverá considerar uma rápida interrupção de citrato de fentanila se houver suspeita
de síndrome serotoninérgica.
Hiperalgesia induzida por opioide
Hiperalgesia induzida por opioide (HIO) é uma resposta paradoxal a um opioide, particularmente
com altas doses ou com uso crônico, na qual há aumento na percepção da dor apesar de
exposição estável ou crescente ao opioide.
Difere da tolerância, na qual são necessárias doses mais altas de opioide para obter o mesmo
efeito analgésico ou tratar a dor recorrente. A HIO pode se manifestar como níveis aumentados
de dor, dor mais generalizada (isto é, menos localizada) ou dor a estímulos comuns (isto é, não
dolorosos) (alodinia) sem evidência de progressão da doença. Quando houver suspeita de HIO, a
dose de opioide deve ser diminuída ou reduzida gradativamente, se possível.
Não altere a dose de nenhum medicamento para alívio de dor por conta própria. Seu médico pode
decidir por modificar a dose ou o tratamento.
Este medicamento pode causar doping.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Os pacientes só poderão dirigir e operar máquinas se um tempo suficiente tiver transcorrido após
a administração de citrato de fentanila (pelo menos 24 horas).
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas por pelo menos 24 horas após a
administração, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo
o paciente a quedas ou acidentes.
Gravidez
Não existem dados adequados para o uso de citrato de fentanila em mulheres grávidas. O citrato
de fentanila pode cruzar a placenta no início da gravidez. Os estudos em animais têm
demonstrado alguma toxicidade reprodutiva. O risco potencial em humanos é desconhecido.
O uso crônico de um opioide durante a gravidez pode causar dependência à droga no neonato,
levando à síndrome de abstinência neonatal.
A administração IV ou IM durante o parto (incluindo cesárea) não é recomendada, pois o citrato
de fentanila atravessa a placenta e pode suprimir a respiração espontânea no período neonatal. Se
citrato de fentanila for administrado, deve-se ter imediatamente disponível um equipamento de
ventilação assistida para a mãe e para a criança, se necessário. Um antagonista opioide deve estar
sempre disponível para a criança.
Amamentação
O citrato de fentanila é excretado no leite materno. Portanto, não é recomendável o uso do leite
materno por um período de 24 horas após a administração de citrato de fentanila. O
risco/benefício da amamentação após a administração de citrato de fentanila deve ser
considerado.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é
excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou
cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a
alimentação do bebê.
Fertilidade
Não existem dados clínicos disponíveis sobre os efeitos de fentanila sobre a fertilidade de
homens e mulheres. Em estudos em animais, alguns testes em ratos demonstraram redução da
fertilidade em fêmeas nas doses tóxicas maternas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
A dose inicial de citrato de fentanila deve ser reduzida em pacientes idosos e debilitados, de
acordo com cada caso.
Ainda não se estabeleceu a segurança de citrato de fentanila em criança abaixo de 2 anos de
idade.
O citrato de fentanila deve ser administrado com cuidado em pacientes com insuficiência
hepática ou renal.
Como guardar Citrato de fentanila?
Da bula oficial · citrato de fentanila
MEDICAMENTO?
ARMAZENAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (DE 15°C A 30°C). PROTEGER DO
CALOR E DA LUZ.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
A solução injetável não deve ser misturada com outros produtos.
Se desejado, o citrato de fentanila pode ser misturado ao cloreto de sódio ou glicose para infusões
intravenosas. Tais diluições são compatíveis com material plástico para infusão. Elas devem ser
usadas dentro de 24 horas após a preparação e conservadas em temperatura ambiente (entre 15°C
a 30°C).
Características do medicamento: Solução límpida incolor.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O citrato de fentanila pode ser administrado por via epidural, intramuscular ou intravenosa,
dependendo da indicação. A solução injetável não deve ser misturada com outros produtos. Se
desejado, citrato de fentanila pode ser misturado ao cloreto de sódio ou glicose para infusões
intravenosas. Tais diluições são compatíveis com material plástico para infusão. Elas devem ser
usadas dentro de 24 horas após a preparação.
Dosagem
50mcg = 0,05mg = 1mL
A dose deve ser individualizada.
Medicamentos com Citrato de fentanila
citrato de fentanila
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