Bula simplificada
Bula de Leflunomida
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para LEFLUNOMIDA
Como Leflunomida funciona no organismo?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
A leflunomida é um agente antirreumático (medicamentos que tratam reumatismo) modificador de doença com propriedades
antiproliferativas. A leflunomida demonstrou melhorar os sinais e sintomas e reduzir o progresso da destruição das
articulações na artrite reumatoide ativa.
A leflunomida é rapidamente e quase completamente metabolizada em seu metabólito ativo (A771726), e se presume ser o
responsável por toda a ação terapêutica do medicamento leflunomida.
O resultado do tratamento pode ser evidenciado após 4 semanas e pode melhorar de 4 a 6 meses após o seu início.
Como usar Leflunomida? Qual a dose?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
- Sistemas Gastrointestinal e Hepático:
Comum: diarreia, náusea, vômitos, anorexia (redução ou perda do apetite), distúrbios da mucosa oral (por exemplo:
estomatite aftosa (inflamação da mucosa da boca), ulcerações (feridas) na boca), dor abdominal, elevação dos
parâmetros laboratoriais hepáticos (por exemplo: transaminases (uma enzima presente nas células do fígado),
menos frequentemente gama-GT (enzima do fígado), fosfatase alcalina, bilirrubina), colite incluindo colite
microscópica (doença inflamatória do intestino);
Rara: hepatite (inflamação do fígado), icterícia (cor amarelada da pele e olhos) / colestase (redução do fluxo biliar,
quer por diminuição ou mesmo interrupção do mesmo);
Muito rara: dano hepático severo, como insuficiência hepática (redução da função do fígado) e necrose hepática aguda
(morte de células do fígado), que pode ser fatal; pancreatite (inflamação no pâncreas).
- Sistema Cardiovascular:
Comum: elevação da pressão sanguínea;
Desconhecida: hipertensão pulmonar (elevação da pressão sanguínea nos vasos pulmonares).
- Sistema Hematológico e Linfático:
Comum: leucopenia (redução dos glóbulos brancos no sangue) com contagem de leucócitos > 2 x 109/L (>2 g/L);
Incomum: anemia (diminuição do número de glóbulos vermelhos do sangue), trombocitopenia (diminuição no número de
plaquetas sanguíneas) com contagem de plaquetas <100 x 109/L (<100 g/L);
Rara: leucopenia com contagem de leucócitos < 2 x 109/L (<2 g/L), eosinofilia (aumento do número de um tipo de
leucócito do sangue chamado eosinófilo) ou pancitopenia (diminuição global de células do sangue (glóbulos
brancos, vermelhos e plaquetas)).
O uso recente, concomitante ou consecutivo de agentes potencialmente mielotóxicos pode estar associado ao maior risco de
efeitos hematológicos (referentes ao sangue).
- Sistema Nervoso:
Comum: dor de cabeça, tontura e parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele
e sem motivo aparente);
Incomum: distúrbios do paladar e ansiedade;
Muito rara: neuropatia (doença que afeta um ou vários nervos) periférica.
- Reações alérgicas, pele e anexos:
Comum: reações alérgicas leves (incluindo exantema-maculopapular e outros), prurido (coceira e/ou ardência), eczema
(inflamação da pele na qual ela fica vermelha, escamosa e algumas vezes com rachaduras ou pequenas bolhas),
pele ressecada, aumento da perda de cabelo;
Incomum: urticária;
Muito rara: reações anafiláticas/anafilactoides (reações alérgicas) severas, síndrome de Stevens-Johnson (eritema
multiforme grave) e necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, onde uma grande extensão de pele começa a
apresentar bolhas e evolui com áreas avermelhadas semelhante a uma grande queimadura).
Nos casos relatados não foi possível estabelecer uma relação causal com o tratamento com leflunomida,
entretanto esta hipótese não pode ser excluída.
Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), incluindo vasculite cutânea necrotizante. Devido à doença
subjacente, uma relação causal não pôde ser estabelecida;
Desconhecida: Nódulo pulmonar (pequenas manchas ou massas anormais nos pulmões).
- Infecção:
Rara: infecções severas e sépsis (resposta inflamatória sistêmica), que podem ser fatais.
A maioria dos casos relatados foi confundido por tratamento imunossupressor concomitante e/ou doença comórbida, em
adição à artrite reumatoide, que pode predispor os pacientes à infecção.
Medicamentos como leflunomida, que apresentam potencial imunossupressor, podem levar os pacientes a serem mais
susceptíveis a infecções, incluindo infecções oportunistas.
Em estudos clínicos, a incidência de rinite e bronquite (5% vs. 2%) e pneumonia (3% vs. 0%) foi levemente aumentada em
pacientes tratados com leflunomida, comparativamente ao placebo, enquanto a incidência geral de infecções foi comparável
entre os dois grupos.
- Distúrbios do mediastino, torácicos e respiratórios:
Rara: doença intersticial pulmonar (incluindo pneumonite intersticial), que pode ser fatal.
- Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:
Desconhecida: lúpus eritematoso cutâneo (doença autoimune crônica da pele), psoríase pustulosa (doença inflamatória
crônica da pele que se caracteriza pelo aparecimento de lesões com pus) ou piora da psoríase (doença inflamatória crônica
da pele), reações ao medicamento com eosinofilia (aumento do número de um tipo de leucócito do sangue chamado
eosinófilo), sintomas sistêmicos e úlcera cutânea (ferida aberta e arredondada na pele, através da qual os tecidos subjacentes
Quem não deve usar Leflunomida?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
A leflunomida é contraindicada em pacientes que apresentam alergia ou intolerância à leflunomida, teriflunomida ou a
qualquer um dos componentes da fórmula. Contraindicado também para mulheres grávidas ou que estejam no período fértil
e não utilizem métodos contraceptivos confiáveis e seguros ou que, após o tratamento, estejam com concentração do
metabólito ativo de leflunomida (A771726) acima de 0,02 mg/L.
A possibilidade de estar grávida deve ser excluída antes de iniciar o tratamento. Em casos de dúvidas, converse com o seu
médico.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Quais os cuidados ao usar Leflunomida?
Resumo baseado na bula · LEFLUNOMIDA
Ao utilizar medicamentos à base de leflunomida, é importante observar algumas precauções fundamentais:
• Gravidez e planejamento familiar: O uso é contraindicado durante a gestação devido ao risco de danos ao desenvolvimento do feto. Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contraceptivos eficazes antes, durante e por um período após o tratamento.
• Função do fígado: Medicamentos dessa classe podem impactar a saúde hepática, sendo necessário o acompanhamento com exames de sangue periódicos.
• Defesas do organismo: Por atuarem no sistema imunológico, podem aumentar a vulnerabilidade a infecções. Qualquer sinal de febre ou mal-estar deve ser comunicado ao médico.
• Condições especiais: O uso em idosos ou pessoas com problemas renais requer atenção e avaliação médica cuidadosa.
Consulte a bula oficial e um profissional de saúde antes de usar.
Quais os efeitos colaterais de Leflunomida?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
a interrupção do tratamento com leflunomida (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
Caso ocorra uma reação adversa severa com leflunomida ou se por qualquer outra razão for necessário eliminar rapidamente
o medicamento do organismo, procure atendimento médico para a administração de colestiramina ou carvão ativado e, se
clinicamente necessário, continuar ou repetir a administração. Em caso de suspeita de reação imunológica e/ou alérgica
severa, pode ser necessário prolongar a administração de colestiramina ou carvão ativado para se obter a eliminação rápida e
suficiente do fármaco (vide “O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?”).
A coadministração de teriflunomida com leflunomida não é recomendada, uma vez que a leflunomida é o composto de origem
da teriflunomida.
Sistema Hepático (Fígado)
A leflunomida deve ser utilizada com cautela em pacientes com função hepática prejudicada devido ao possível risco de
hepatotoxicidade, visto que o metabólito ativo da leflunomida apresenta alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é
eliminado do organismo através de metabolismo hepático e secreção biliar. O uso de leflunomida é desaconselhado em
pacientes com insuficiência hepática significativa ou com doença hepática preexistente.
O monitoramento da função hepática (nível de TGP) será realizado pelo seu médico, antes do início do tratamento e, no
mínimo, em intervalos mensais durante os seis primeiros meses de tratamento e, posteriormente, em intervalos de 6 – 8
semanas.
Seu médico poderá fazer um ajuste de dose, se necessário, caso a sua função hepática esteja prejudicada, conforme descrito
abaixo:
Para elevações confirmadas das enzimas hepáticas (TGP) entre 2 e 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN), uma
redução na dose de leflunomida de 20 mg para 10 mg/dia pode possibilitar a continuação da administração de leflunomida,
desde que sob cuidadoso monitoramento.
Se as elevações das enzimas hepáticas (TGP) entre 2-3 vezes o LSN persistirem ou caso se confirmem elevações das enzimas
hepáticas (TGP) acima de 3 vezes o LSN, deve-se interromper o tratamento com a leflunomida. Deve ser administrada
colestiramina ou carvão ativado para reduzir mais rapidamente os níveis do fármaco.
Durante o tratamento com leflunomida foram relatados raros casos de dano hepático grave, com consequência fatal em casos
isolados. A maioria dos casos ocorreu durante os seis primeiros meses de tratamento. Embora não tenha sido estabelecida
uma relação causal com a leflunomida e múltiplos fatores geradores de dúvida estivessem presentes na maioria dos casos,
considera-se essencial que as recomendações de monitoramento sejam rigorosamente seguidas.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e exames
laboratoriais periódicos para controle.
Sistema Imunológico e Hematopoiético (responsável pela formação das células do sangue e de defesa)
Em pacientes com anemia preexistente, leucopenia e/ou trombocitopenia, bem como em pacientes com alteração da função
da medula óssea ou naqueles que apresentam risco de supressão da medula óssea, o risco da ocorrência de reações
Leflunomida interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
Antes do início do tratamento com leflunomida, o médico deve realizar hemograma completo, incluindo a contagem
diferencial de leucócitos e plaquetas, bem como, mensalmente nos primeiros seis meses de tratamento e posteriormente a
cada 6 - 8 semanas.
Caso você esteja em uma das situações abaixo, converse com o médico sobre a necessidade de monitoramento frequente do
sangue (hemograma completo, incluindo leucograma e contagem de plaqueta):
• pacientes que receberam ou estejam recebendo tratamento com medicamentos imunossupressores ou hematotóxicos e
quando o tratamento com leflunomida for seguido por tais substâncias sem que se observe o período adequado de
eliminação do mesmo;
• pacientes com histórico de alterações hematológicas importantes;
• pacientes com alterações hematológicas importantes no início do tratamento, sem relação causal com a doença artrítica.
Verifique o item 9 “O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?” para ações a
serem seguidas em caso de reações hematológicas severas.
Devido ao potencial imunossupressor (capaz de diminuir a imunidade, ou seja, defesa do organismo contra infecções) e
embora não exista experiência clínica suficiente, o uso de leflunomida é desaconselhado para pacientes com:
• imunodeficiência severa (por exemplo: AIDS);
• alteração significativa da função da medula óssea;
• infecções graves.
Infecções
Medicamentos como leflunomida que apresentam potencial imunossupressor podem aumentar a susceptibilidade dos
pacientes às infecções, incluindo infecções oportunistas (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
Infecções podem ser mais severas que o normal e requerem, portanto, tratamento precoce e rigoroso. Procure seu médico
caso ocorra uma infecção grave, pois pode ser necessário interromper o tratamento com leflunomida e realizar os
procedimentos de eliminação do fármaco (vide “O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste
medicamento?”).
Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros
medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.
Este medicamento pode aumentar o risco de infecções. Informe ao seu médico qualquer alteração no seu estado de
saúde.
Algumas vacinas são contraindicadas para quem está tomando imunossupressor. Antes de tomar qualquer vacina,
informe ao profissional de saúde que você está tomando medicamento imunossupressor.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham
pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando,
assim, todos os cuidados para diagnóstico precoce e tratamento.
Antes de iniciar o tratamento, todos os pacientes devem ser avaliados para diagnóstico de tuberculose (ativos e inativos –
“latente”), de acordo com as recomendações locais. Pacientes com história de tuberculose devem ser cuidadosamente
monitorados devido à possibilidade de reativação da infecção.
Sistema respiratório
Procure orientação médica caso você apresente histórico de doença intersticial pulmonar ou sintomas pulmonares, como tosse
e dispneia. Foi raramente relatada doença intersticial pulmonar durante tratamento com leflunomida (vide “Quais os males
que este medicamento pode me causar?”). O risco desta ocorrência é aumentado em pacientes com histórico de doença
intersticial pulmonar. A doença intersticial pulmonar é um distúrbio potencialmente fatal, que pode ocorrer de forma aguda
durante a terapia. Sintomas pulmonares, como tosse e dispneia, podem ser motivos para a interrupção do tratamento e para
investigações adicionais, se necessário.
Neuropatia Periférica (alteração funcional do nervo periférico)
Foram relatados casos de neuropatia periférica em pacientes recebendo leflunomida. A maioria dos pacientes apresentou
melhora após a descontinuação da leflunomida, porém alguns deles apresentaram sintomas persistentes. Idade superior a 60
anos, uso concomitante de medicações neurotóxicas e diabetes podem contribuir para aumentar o risco de neuropatia
periférica. Procure rapidamente seu médico se você desenvolver neuropatia periférica, para verificar a necessidade de
descontinuação do tratamento com leflunomida e para realização dos procedimentos de eliminação do fármaco (vide “O que
fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?”).
Insuficiência Renal
Até o momento não há dados suficientes para se recomendar ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal.
Recomenda-se cautela na administração de leflunomida neste grupo de pacientes. Deve-se levar em consideração a alta taxa
de ligação do metabólito ativo de leflunomida às proteínas plasmáticas.
Reações cutâneas
Casos de síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes
áreas do corpo), necrólise epidérmica tóxica (quadro grave, caracterizado por erupção generalizada, com bolhas rasas extensas
e áreas de necrose epidérmica, à semelhança do grande queimado, resultante principalmente de uma reação tóxica a vários
medicamentos) e reação ao medicamento com eosinofilia (aumento do número de um tipo de leucócito do sangue chamado
eosinófilo) e sintomas sistêmicos foram relatados em pacientes tratados com leflunomida (vide “Quais os males que este
medicamento pode me causar?”). Se você estiver usando leflunomida e desenvolver qualquer uma destas condições cutâneas,
procure imediatamente seu médico para interrupção do tratamento e o início do procedimento de eliminação do medicamento
(vide “O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?”).
Reações inflamatórias graves:
Sintomas como febre alta persistente, cansaço extremo ou inchaço nos gânglios (linfonodos), pode indicar uma reação rara e
grave do sistema imunológico, como a linfo-histiocitose hemofagocítica (HLH) ou a síndrome de ativação de macrófagos
(MAS). Essas condições podem ocorrer após uma reação chamada DRESS (reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas
sistêmicos), ou mesmo sem essa reação. Se você apresentar esses sintomas, entre em contato com seu médico imediatamente.
O tratamento precoce é importante e pode ajudá-lo a melhorar.
Úlceras cutâneas (feridas na pele) podem ocorrer em pacientes durante a terapia com leflunomida. Se houver suspeita de
úlcera de pele associada à leflunomida ou se as úlceras de pele persistirem apesar da terapia apropriada, deve-se considerar a
descontinuação da leflunomida e um procedimento completo de eliminação do medicamento. A decisão de retomar a
leflunomida após úlceras cutâneas deve ser baseada no julgamento clínico de cicatrização adequada da ferida. Informe o seu
médico se desenvolver úlcera na pele durante o tratamento com leflunomida.
Cirurgias
Se você fará ou fez uma grande cirurgia recentemente, ou se você ainda tem uma ferida não cicatrizada após a cirurgia.
A leflunomida pode prejudicar a cicatrização da ferida.
Reações musculares
Converse com o seu médico se você apresentar dor muscular inexplicada, sensibilidade muscular (dor ao pressionar o
músculo) ou fraqueza muscular, com ou sem febre, durante o uso do medicamento.
Pressão Sanguínea
Converse com o seu médico sobre a necessidade de monitoramento da pressão sanguínea durante o tratamento com
leflunomida. A pressão sanguínea deve ser verificada antes do início e periodicamente durante o tratamento com leflunomida.
Abuso e dependência
Não é conhecido o potencial de leflunomida para abuso ou causar dependência.
Atenção: Contém lactose abaixo de 0,25 g por comprimido.
Atenção: Contém os corantes óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio.
Gravidez e amamentação
Devido ao risco de malformação fetal, a existência de gravidez deve ser excluída antes do início e durante o tratamento com
leflunomida e como precaução em até 2 anos após o seu término. A leflunomida é estritamente contraindicado durante a
gravidez ou em mulheres em idade fértil que não estejam fazendo uso de nenhum método contraceptivo efetivo, e
enquanto a concentração do metabólito ativo de leflunomida (A771726) for superior a 0,02 mg/L. Informe ao seu médico
qualquer suspeita de gravidez (como por exemplo, atraso na menstruação) durante o tratamento ou até 2 anos após o uso de
leflunomida. Em caso de resultado positivo, o médico e a paciente devem discutir juntos os riscos da gravidez. A rápida
diminuição da concentração sanguínea do fármaco, através do procedimento de eliminação descrito abaixo, pode reduzir os
riscos para o feto com relação à leflunomida, se o procedimento for realizado logo após a constatação do atraso menstrual.
Para as mulheres recebendo tratamento com leflunomida e que queiram engravidar, recomenda-se a adoção de um dos
procedimentos de eliminação do fármaco, descritos abaixo:
• Após a suspensão do tratamento com leflunomida, administrar 8 g de colestiramina, 3 vezes ao dia, durante 11 dias; ou
• Após a suspensão do tratamento, administrar 50 g de carvão ativado, 4 vezes ao dia, durante 11 dias.
Não se faz necessária a realização deste procedimento em 11 dias consecutivos, a não ser em caso de necessidade de redução
rápida da concentração plasmática do fármaco.
Em ambos os casos, a concentração plasmática do fármaco deve ser inferior a 0,02 mg/L (0,02 μg/mL) e deve ser confirmada
através de 2 testes isolados com um intervalo mínimo de 14 dias.
Com base nos dados disponíveis, concentrações do fármaco inferiores a 0,02 mg/L podem ser consideradas de risco mínimo.
Sem a utilização do procedimento de eliminação do fármaco, podem ser necessários até 2 anos para que se alcance valores
de concentrações plasmáticas inferiores a 0,02 mg/L, devido às variações individuais nas taxas de depuração do fármaco.
Contudo, mesmo após este período, é necessário verificar se os níveis do fármaco estão inferiores a 0,02 mg/L.
Caso não seja possível aguardar um período de 2 anos após o término do tratamento, sob o uso de contracepção confiável, os
procedimentos de eliminação do fármaco devem ser adotados, como medida profilática.
A eficácia dos contraceptivos orais não pode ser garantida durante os procedimentos de eliminação do fármaco com
colestiramina ou carvão ativado. Recomenda-se o uso de métodos contraceptivos alternativos.
Seu médico possui mais informações sobre o risco de malformação fetal e outros resultados adversos na gravidez que ocorre
em mulheres que engravidaram de forma não intencional durante o tratamento com leflunomida, por qualquer período de
tempo no primeiro trimestre da gravidez.
Amamentação
A leflunomida é excretada no leite materno, portanto, não é recomendado que lactantes amamentem seus filhos durante o
tratamento com leflunomida.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende
da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Informe ao seu médico se você estiver amamentando.
Populações especiais
Uso em Homens
As informações disponíveis não indicam associação entre a leflunomida e o aumento do risco de toxicidade fetal mediada
pelo pai. Entretanto, não foram realizados até o momento, estudos em animais para avaliar especificamente este risco. Para
minimizar eventuais riscos, homens que desejam ter filhos devem considerar a interrupção do tratamento e a utilização do
procedimento de eliminação da leflunomida (vide “Gravidez e amamentação”).
Idosos
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com mais de 65 anos de idade.
Crianças e Adolescentes
A segurança e eficácia de leflunomida na população pediátrica não foram estabelecidas; portanto, o seu uso em pacientes
menores de 18 anos de idade não é recomendado.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não há informações relevantes sobre os efeitos de leflunomida na capacidade de dirigir ou operar máquinas.
O que fazer em caso de superdose de Leflunomida?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
superiores à dose diária recomendada e relatos de superdosagem aguda em adultos e crianças. Não houve eventos adversos
Como guardar Leflunomida?
Da bula oficial · LEFLUNOMIDA
Armazenar em sua embalagem original e manter em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC), protegido da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
O comprimido de leflunomida 20 mg é revestido, circular, biconvexo e de coloração amarelada.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança
no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve tomar os comprimidos inteiros com líquido, por via oral.
O tratamento com leflunomida deve ser iniciado e acompanhado por médicos com experiência no tratamento de artrite
reumatoide.
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