Bula simplificada
Bula de Ustequinumabe
Resumo estruturado baseado na bula oficial registrada na Anvisa.
Ustequinumabe — descontinuação do medicamento. O perfil de segurança global de Stelara® foi semelhante em pacientes em todas as indicações.
Bula oficial em PDF · Paciente
Documento registrado na Anvisa para QOYVOLMA
Para que serve Ustequinumabe?
Da bula oficial · QOYVOLMA
descontinuação do medicamento. O perfil de segurança global de Stelara® foi semelhante em pacientes em todas
as indicações.
Como Ustequinumabe funciona no organismo?
Da bula oficial · QOYVOLMA
O ustequinumabe é um anticorpo monoclonal IgG1kappa completamente humano que se liga com alta afinidade e
especificidade à subunidade proteica p40 das citocinas humanas: interleucina (IL)-12 e IL-23. O ustequinumabe
inibe a bioatividade da IL-12 e da IL-23 humanas impedindo que essas citocinas se liguem ao receptor proteico
IL- 12Rbeta1 expresso na superfície das células do sistema imunológico. O ustequinumabe não se liga a IL-12
nem a IL-23 pré-ligadas aos receptores de superfície celular IL-12Rbeta1. Assim, não é provável que o
ustequinumabe contribua para a citotoxicidade mediada por complemento ou anticorpo da célula que tem o
receptor.
A IL-12 e IL-23 são citocinas heterodiméricas secretadas pelas células apresentadoras de antígeno ativadas, como
macrófagos e células dendríticas. A IL-12 estimula as células “natural killer” (NK) e conduz a diferenciação das
células T CD4+ para o fenótipo de células auxiliares T1 (Th1) e estimula a produção de gamainterferona (IFNγ).
A IL-23 induz a via da célula auxiliar T17 (Th17) e promove a secreção de IL-17A, IL-21 e IL-22. Os níveis de
IL-12 e IL-23 são elevados na pele e no sangue de pacientes com psoríase, e a IL12/23p40 sérica faz a distinção
entre pacientes com artrite psoriásica e indivíduos sadios, implicando a IL-12 e IL-23 na fisiopatologia de doenças
inflamatórias psoriásicas. Polimorfismos genéticos nos genes da IL-23A, IL-23R e IL-12B conferem
susceptibilidade a estas doenças. Adicionalmente a IL-12 e a IL-23 são altamente expressas na pele psoriásica
lesionada e a indução de INFγ mediada pela IL-12 está correlacionada com a atividade da doença psoriásica.
Células T responsivas para IL-23 foram encontradas na êntese em um modelo de artrite inflamatória de
camundongo, onde a IL-23 dirige a inflamação da êntese.
Além disso, há evidência pré-clínica implicando a IL-23 e vias descendentes na erosão óssea e destruição óssea
através do aumento do ligante do receptor ativador do fator nuclear-kappa B (RANKL), a qual ativa os
osteoclastos.
Em pacientes com doença de Crohn, IL-12 e IL-23 estão elevadas nos intestinos e gânglios linfáticos. Isto é
acompanhado por aumentos séricos dos níveis de IFNγ e IL-17A, sugerindo que a IL-12 e IL-23 promovem a
ativação do Th1 e Th17 na doença de Crohn. Tanto a IL-12 quanto a IL-23 também podem estimular a produção
de TNF-alfa por células T, resultando na inflamação intestinal crônica e lesão das células epiteliais. Associações
significativas foram encontradas entre a doença de Crohn e polimorfismos genéticos nos genes IL23R e IL12B,
sugerindo um potencial papel causal para a IL-12/23 de sinalização na doença. Isto é suportado pelos dados pré-
clínicos que demonstram que a sinalização IL-12/23 é necessária para a lesão intestinal nos modelos de rato para
doença inflamatória intestinal.
Através da ligação às subunidades p40 compartilhada da IL-12 e IL-23, o ustequinumabe exerce seus efeitos
clínicos na psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e na colite ulcerativa pela interrupção das cascatas das
citocinas associadas às Th1 e Th17, que são fundamentais para a patologia destas doenças.
Como usar Ustequinumabe? Qual a dose?
Da bula oficial · QOYVOLMA
- Retratamento
O retratamento com um esquema posológico nas Semanas 0 e 4 após interrupção da terapia mostrou ser seguro e
eficaz.
Artrite psoriásica - Adultos
A dose recomendada de Qoyvolma® é 45 mg, administrada nas Semanas 0 e 4 e, depois, a cada 12 semanas.
Alternativamente, a dose de 90 mg pode ser usada em pacientes com peso corpóreo maior que 100 kg.
Doença de Crohn e Colite Ulcerativa
Quem não deve usar Ustequinumabe?
Da bula oficial · QOYVOLMA
O uso do ustequinumabe não é indicado para pessoas com hipersensibilidade grave ao ustequinumabe ou a
qualquer um dos excipientes do produto.
Quais os cuidados ao usar Ustequinumabe?
Da bula oficial · QOYVOLMA
Rastreabilidade
De forma a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome comercial e o número de lote do
medicamento administrado devem ser claramente registrados.
Infecções
O ustequinumabe é um imunossupressor seletivo e pode ter o potencial de aumentar o risco de infecções e reativar
infecções latentes.
Em estudos clínicos, infecções bacterianas, fúngicas e virais graves têm sido observadas em pacientes que
receberam ustequinumabe.
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ustequinumabe
O ustequinumabe não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa clinicamente importante. Deve-se ter
cautela ao considerar o uso do ustequinumabe em pacientes com infecção crônica ou história de infecção
recorrente.
Antes de iniciar o tratamento com o ustequinumabe, os pacientes devem ser avaliados para infecção por
tuberculose.
O ustequinumabe não deve ser administrado a pacientes com tuberculose ativa. O tratamento de infecção de
tuberculose latente deve ser iniciado antes da administração do ustequinumabe. A terapia antituberculose também
deve ser considerada antes do início do ustequinumabe em pacientes com história pregressa de tuberculose latente
ou ativa nos quais um curso adequado de tratamento não puder ser confirmado. Os pacientes que recebem o
ustequinumabe devem ser monitorados rigorosamente para sinais e sintomas de tuberculose ativa durante e após
o tratamento.
Os pacientes devem ser orientados a procurar ajuda médica se ocorrerem sinais ou sintomas sugestivos de infecção.
Se um paciente desenvolver uma infecção grave, deve ser monitorado rigorosamente e ustequinumabe não deve
ser administrado até a resolução da infecção (vide “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
Malignidades
O ustequinumabe é um imunossupressor seletivo. Agentes imunossupressores têm o potencial de aumentar o risco
de malignidade. Alguns pacientes que receberam ustequinumabe em estudos clínicos desenvolveram
malignidades cutâneas e não cutâneas (vide “8. Quais os males que este medicamento pode causar?”).
O ustequinumabe não foi estudado em pacientes com história de malignidade. Deve-se ter cautela quando se
considerar o uso do ustequinumabe em pacientes com história de malignidade ou continuar o tratamento em
pacientes que desenvolverem uma malignidade.
Todos os pacientes, em particular aqueles com idade superior a 60 anos, com histórico de tratamento prolongado
com imunossupressores ou aqueles com um histórico de tratamento PUVA, devem ser monitorados para o
aparecimento de câncer de pele que não-melanoma.
Reações de hipersensibilidade sistêmica e respiratória
Sistêmica
Na experiência de pós-comercialização, foram reportadas reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia e
angioedema. Se ocorrer reação anafilática ou outra reação alérgica grave, deve ser instituída terapia adequada e a
administração do ustequinumabe deve ser descontinuada.
Respiratória
Casos de alveolite alérgica, pneumonia eosinofílica e pneumonia organizativa não infecciosa foram reportadas
durante a pós aprovação do uso de ustequinumabe. As apresentações clínicas incluíram tosse, dispneia e infiltrados
intersticiais após uma a três doses. Resultados graves incluíram insuficiência respiratória e hospitalização
prolongada. Foi relatada melhora após a descontinuação do ustequinumabe e também, em alguns casos,
administração de corticosteroides. Se a infecção tiver sido excluída e o diagnóstico for confirmado, descontinue
o ustequinumabe e institua o tratamento apropriado (vide “8. Quais os males este medicamento pode me causar”).
Imunizações
Recomenda-se que as vacinas bacterianas ou virais de microrganismos vivos não sejam administradas
concomitantemente com o ustequinumabe.
Não existem dados disponíveis sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas com microrganismos vivos
em pacientes recebendo ustequinumabe. Aconselha-se precaução ao administrar algumas vacinas de
microrganismos vivos para contatos domiciliares dos pacientes que recebem ustequinumabe devido ao risco
potencial a partir do contato familiar e transmissão para o paciente.
Os pacientes que recebem ustequinumabe podem receber vacinas inativadas ou de microrganismos não-vivos.
O tratamento em longo prazo com o ustequinumabe não suprime a resposta imune humoral para as vacinas contra
tétano ou pneumocócica polissacarídica.
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ustequinumabe
Algumas vacinas são contraindicadas para quem está tomando imunossupressor. Antes de tomar qualquer
vacina, informe ao profissional de saúde que você está tomando medicamento imunossupressor.
Imunossupressão
Nos estudos em psoríase, a segurança e a eficácia de ustequinumabe em combinação aos agentes
imunossupressores ou fototerapia não foram avaliadas. Em estudos em artrite psoriásica, o uso concomitante de
metotrexato não pareceu influenciar a segurança ou a eficácia de ustequinumabe. Nos estudos em doença de Crohn
e colite ulcerativa, a segurança ou eficácia de ustequinumabe não pareceram ser influenciadas com o uso
concomitante de imunomoduladores [6-mercaptopurina (6-MP), azatioprina (AZA), metotrexato (MTX)] ou
corticosteroides.
Deve-se ter cautela ao se considerar o uso concomitante de agentes imunossupressores e ustequinumabe ou
quando há transição a partir de outros agentes biológicos.
Exposição infantil in utero
O ustequinumabe pode passar para o seu leite materno em uma quantidade muito baixa. Se você usou
ustequinumabe enquanto estava grávida, avise seu médico antes do seu bebê receber qualquer vacina, incluindo
vacinas “vivas” (por exemplo vacina BCG, utilizada para prevenir tuberculose, vacina para rotavírus ou qualquer
outra vacina “viva”).
Imunoterapia
O ustequinumabe não foi avaliado em pacientes que foram submetidos à imunoterapia para alergia. O
ustequinumabe pode afetar a imunoterapia para alergia. Recomenda-se precaução em pacientes recebendo ou que
tenham recebido imunoterapia para doenças alérgicas, especialmente para anafilaxia.
Populações especiais
Pacientes pediátricos
Não foram conduzidos estudos específicos do ustequinumabe em pacientes pediátricos abaixo de 6 anos.
Pacientes idosos
Dos 6710 pacientes expostos ao ustequinumabe haviam 340 com idade igual ou superior a 65 anos (incluindo 58
pacientes com doença de Crohn e 34 com colite ulcerativa). Não foram observadas diferenças importantes
relacionadas à idade na depuração ou no volume de distribuição em estudos clínicos. Embora, no geral, não
tenham sido observadas diferenças na segurança ou eficácia entre pacientes mais jovens e idosos nos estudos
clínicos das indicações aprovadas, o número de pacientes com 65 anos ou mais não é suficiente para determinar
se eles respondem diferentemente dos pacientes mais jovens.
Insuficiência hepática
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência hepática.
Insuficiência renal
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência renal.
Gravidez, Amamentação e Fertilidade
Gravidez (Categoria B)
Não há evidências de teratogenicidade, malformações congênitas ou atrasos no desenvolvimento em estudos com
animais em exposições de até aproximadamente 150 vezes maiores em comparação à Cmáx após 4 injeções
subcutâneas semanais de 90 mg ou até 21 vezes maiores em comparação às concentrações séricas após 1 h da
administração IV de 6 mg/kg. Entretanto, os estudos de reprodução e desenvolvimento animal não são sempre
preditivos da resposta em humanos.
Os dados coletados de gestações após exposição ao ustequinumabe, incluindo mais de 450 gestações expostas
durante o primeiro trimestre, não indicam um risco aumentado de malformações congênitas importantes no recém
nascido, aborto espontâneo ou resultados adversos nos bebês.
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ustequinumabe
No entanto, a experiência clínica disponível é limitada. Como medida de precaução é preferível evitar a utilização
de ustequinumabe durante a gravidez. As mulheres com potencial de engravidar deverão utilizar um método
contraceptivo durante o tratamento e até 15 semanas após o tratamento.
O ustequinumabe deve ser administrado a mulheres grávidas somente se o benefício for claramente superior ao
risco.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião
dentista.
O ustequinumabe atravessa a placenta e foi detectado no soro de bebês nascidos de pacientes do sexo feminino
tratados com o ustequinumabe durante a gravidez. O impacto clínico disto é desconhecido, no entanto, o risco de
infecção em bebês expostos in utero ao ustequinumabe pode aumentar após o nascimento.
A administração de vacinas “vivas” (como a vacina BCG) a bebês expostos in utero ao ustequinumabe não é
recomendada durante seis meses após o nascimento ou até que os níveis séricos do ustequinumabe sejam
indetectáveis no bebê. Se houver um benefício clínico claro para o bebê, a administração de uma vacina viva pode
ser considerada mais cedo, se os níveis séricos do ustequinumabe no bebê forem indetectáveis.
Amamentação
Poucos dados da literatura sugerem que ustequinumabe é excretado no leite materno de humanos em uma
quantidade muito baixa. Não se sabe se ustequinumabe é absorvido sistemicamente após a ingestão. Devido ao
Quais os efeitos colaterais de Ustequinumabe?
Da bula oficial · QOYVOLMA
descontinuar a amamentação ou o medicamento.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Fertilidade
O efeito de ustequinumabe na fertilidade humana não foi avaliado. Em um estudo de toxicidade sobre a fertilidade
feminina conduzido em camundongos, nenhum efeito adverso sobre os parâmetros de fertilidade feminina foi
identificado.
Não é conhecido se ustequinumabe pode afetar o potencial reprodutivo.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Nenhum estudo quanto a efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas foi realizado.
Ustequinumabe interage com outros medicamentos?
Da bula oficial · QOYVOLMA
Os efeitos da IL-12 ou IL-23 na regulação das enzimas do CYP450 foram avaliados em um estudo in vitro
utilizando hepatócitos humanos, o qual demonstrou que a IL-12 e/ou a IL-23 em níveis de 10 ng/mL não alteraram
as atividades das enzimas do CYP450 humano (CYP1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6 ou 3A4). Estes resultados não
sugerem haver necessidade de ajustes de dose em pacientes que estejam recebendo substratos de CYP450
concomitantemente.
Vacinas de microrganismos vivos não devem ser administradas concomitantemente ao ustequinumabe.
Este medicamento pode aumentar o risco de infecções. Informe ao seu médico qualquer alteração no seu
estado de saúde.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros
medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.
Como guardar Ustequinumabe?
Da bula oficial · QOYVOLMA
Qoyvolma® deve ser armazenado sob refrigeração (entre 2°C e 8°C), protegido da luz e não deve ser congelado.
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ustequinumabe
Não agitar.
O produto deve ser mantido na embalagem secundária para proteger da luz.
Após aberto, este medicamento deve ser utilizado imediatamente.
A parte da solução não utilizada e todo o material utilizado para a injeção devem ser adequadamente descartados.
Qoyvolma® 45 mg/0,5 mL e 90 mg/mL seringa preenchida.
Para a solução injetável de Qoyvolma® na embalagem de seringa preenchida a validade é de 36 meses a partir da
data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto físico
Qoyvolma® é fornecido como solução estéril em seringa de vidro preenchida para uso único.
Qoyvolma® não contém conservantes. A solução é límpida a levemente opalescente, incolor a amarelo claro.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Dosagem
Psoríase em placa - Adultos
A dose recomendada de Qoyvolma® é 45 mg administrada nas Semanas 0 e 4 e, depois, a cada 12 semanas. A
interrupção do tratamento deve ser considerada em pacientes que não apresentem qualquer resposta ao tratamento
até as 28 semanas. Alternativamente, a dose de 90 mg pode ser usada em pacientes com peso corpóreo maior que
100 kg.
- Ajuste de dose
Para pacientes que respondem inadequadamente a 45 mg a cada 12 semanas, pode-se considerar a possibilidade
de tratamento com 90 mg a cada 12 semanas. Além disso, para pacientes que responderam inadequadamente à
Medicamentos com Ustequinumabe
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